São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Carapicuíba - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Carapicuíba, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 33poços cadastrados
  • 185,8 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 128,3 mnível estático médio

Como são os poços em Carapicuíba - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Carapicuíba - SP. A profundidade média é de 185,8 m e a mediana, 180 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 128,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 673 dos 136.793 domicílios do município — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
185,8 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
128,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
29,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
386.984 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
673 (0,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Carapicuíba, com profundidade média de 185,8 m (mediana de 180 m, variando de 60 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Carapicuíba é 29,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Carapicuíba

Poços cadastrados em Carapicuíba - SP
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média185,8 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade60 m a 300 m
Nível estático médio128,3 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio165,7 m 1 poço com o dado
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 13 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Carapicuíba 60 m mínimo 180 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 242 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Carapicuíba por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 9% 100-150 m 7 · 21% 150-200 m 9 · 27% acima de 200 m 14 · 42%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Carapicuíba 4 1960 4 1970 1 1980 8 1990 13 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Carapicuíba. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 41% Outros (lazer,etc.) 11 · 34% Abastecimento doméstico 5 · 16% Abastecimento urbano 3 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 9 poços

O território e o subsolo de Carapicuíba

Carapicuíba tem 386.984 habitantes distribuídos em 34,5 km², o que dá 11.202,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 673 dos 136.793 domicílios de Carapicuíba — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 489 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 653 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Carapicuíba, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Carapicuíba

Com base em 1.230 poços cadastrados num raio de 30 km de Carapicuíba - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 300 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 165 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Carapicuíba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.230 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
43,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 165 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Carapicuíba: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta1.230 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 35peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Carapicuíba costumam descer

  • até 50 m 5%55
  • 50 a 100 m 13%153
  • 100 a 150 m 24%294
  • acima de 150 m 59%711

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,1 m³/h 172 m 13444 com teste
Grupo São Roque 9,9 m³/h 150 m 4338 com teste
Formação São Paulo 13,2 m³/h 151 m 4017 com teste
Complexo Embú 8,9 m³/h 200 m 1513 com teste
Grupo Serra do Itaberaba 7,1 m³/h 190 m 1010 com teste
Grupo Acungui 5,1 m³/h 120 m 62 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 16,1 m³/h 90 m 64 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,1 m³/h 176 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Corpo Cristalino 9 · Formação São Paulo 2 · Complexo Embú 1
  • 50 a 100 m36 poços Corpo Cristalino 10 · Grupo São Roque 8 · Formação São Paulo 7
  • 100 a 150 m75 poços Corpo Cristalino 39 · Grupo São Roque 13 · Formação São Paulo 11
  • acima de 150 m145 poços Corpo Cristalino 76 · Grupo São Roque 21 · Formação São Paulo 20

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Carapicuíba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Carapicuíba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.