São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Brotas - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brotas, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 61poços cadastrados
  • 119,6 mprofundidade média
  • 109 mprofundidade mediana
  • 27,2 mnível estático médio

Como são os poços em Brotas - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 61 poços em Brotas - SP. A profundidade média é de 119,6 m e a mediana, 109 m, medida em 61 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 472 dos 8.624 domicílios do município — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
61
Profundidade média
119,6 m
Profundidade mediana
109 m
Nível estático médio
27,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
36,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
23.898 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
472 (5,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 61 poços em Brotas, com profundidade média de 119,6 m (mediana de 109 m, variando de 26 m a 366 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Brotas é 36,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Brotas

Poços cadastrados em Brotas - SP
Poços no cadastro nacional61 poços
Profundidade média119,6 m 61 poços com o dado
Profundidade mediana109 m
Faixa de profundidade26 m a 366 m
Nível estático médio27,2 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio56,6 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 40% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 33 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 36 poços
Poços com teste de vazão61 de 61
Distribuição das profundidades em Brotas 26 m mínimo 109 m mediana 366 m máximo
Metade dos poços fica entre 85 m e 138 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Brotas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 8% 50-100 m 17 · 28% 100-150 m 29 · 48% 150-200 m 5 · 8% acima de 200 m 5 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Brotas 5 1980 4 1990 36 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Brotas. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 33 · 58% Abastecimento doméstico 9 · 16% Irrigação 6 · 11% Abastecimento industrial 5 · 9% Pecuária 2 · 4% Abastecimento múltiplo 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 17 poços
  • Formação Botucatu — 14 poços
  • Formação Piramboia — 9 poços
  • Formação Itaqueri — 1 poço
  • Grupo São Bento — 1 poço
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Brotas

Brotas tem 23.898 habitantes distribuídos em 1.101,4 km², o que dá 21,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jaú, na região intermediária de Bauru.

No Censo 2022, 472 dos 8.624 domicílios de Brotas — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 406 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 295 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Brotas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Brotas

Com base em 168 poços cadastrados num raio de 30 km de Brotas - SP, 80% deles foram concluídos entre 49 m e 210 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 21,5 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brotas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 168 poços no raio, contra 61 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
5,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Brotas: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta168 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 30peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Brotas costumam descer

  • até 50 m 15%25
  • 50 a 100 m 25%41
  • 100 a 150 m 38%63
  • acima de 150 m 22%36

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 11,9 m³/h 100 m 2921 com teste
Formação Serra Geral 9,6 m³/h 130 m 2722 com teste
Formação Piramboia 12,5 m³/h 153 m 1111 com teste
Grupo Bauru 8,5 m³/h 102 m 96 com teste
Formação Itaqueri 2,6 m³/h 54 m 81 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Formação Botucatu 6 · Formação Itaqueri 4 · Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m19 poços Formação Botucatu 10 · Formação Serra Geral 3 · Formação Piramboia 3
  • 100 a 150 m27 poços Formação Serra Geral 12 · Formação Botucatu 9 · Grupo Bauru 3
  • acima de 150 m21 poços Formação Serra Geral 9 · Formação Piramboia 6 · Formação Botucatu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Brotas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brotas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.