São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bastos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bastos, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 129poços cadastrados
  • 106,6 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 36,1 mnível estático médio

Como são os poços em Bastos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 129 poços em Bastos - SP. A profundidade média é de 106,6 m e a mediana, 95 m, medida em 117 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 36,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 1.122 dos 7.537 domicílios do município — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
129
Profundidade média
106,6 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
36,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
49,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
21.503 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.122 (14,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 129 poços em Bastos, com profundidade média de 106,6 m (mediana de 95 m, variando de 20 m a 480 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bastos é 49,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Bastos

Poços cadastrados em Bastos - SP
Poços no cadastro nacional129 poços
Profundidade média106,6 m 117 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade20 m a 480 m
Nível estático médio36,1 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,7 m 21 poços com o dado
Vazão específica média2,7 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 93% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 75% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 42 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 68 poços
Poços com teste de vazão129 de 129
Distribuição das profundidades em Bastos 20 m mínimo 95 m mediana 480 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bastos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 71 · 61% 100-150 m 35 · 30% 150-200 m 3 · 3% acima de 200 m 7 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bastos 1 1960 23 1970 1 1980 1 1990 68 2000 19 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bastos. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 42 · 40% Pecuária 31 · 30% Abastecimento industrial 11 · 11% Doméstico/irrigação/animal 11 · 11% Abastecimento doméstico 5 · 5% Abastecimento doméstico/animal 4 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 39 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 36 poços
  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 5 poços
  • Formacao Urupi — 1 poço

O território e o subsolo de Bastos

Bastos tem 21.503 habitantes distribuídos em 170,9 km², o que dá 125,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tupã, na região intermediária de Marília.

No Censo 2022, 1.122 dos 7.537 domicílios de Bastos — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.076 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 620 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bastos

Com base em 429 poços cadastrados num raio de 30 km de Bastos - SP, 80% deles foram concluídos entre 65 m e 170 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 24,9 m³/h), sobre 130 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bastos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 429 poços no raio, contra 129 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
15,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 130 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bastos: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta429 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bastos costumam descer

  • até 50 m 1%4
  • 50 a 100 m 52%190
  • 100 a 150 m 31%115
  • acima de 150 m 16%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 14,9 m³/h 120 m 19391 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 5,0 m³/h 83 m 2727 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Vale do Rio do Peixe 2 · Grupo Bauru 1
  • 50 a 100 m84 poços Grupo Bauru 64 · Formação Vale do Rio do Peixe 18 · Formação Presidente Prudente 1
  • 100 a 150 m85 poços Grupo Bauru 80 · Formação Vale do Rio do Peixe 4 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m51 poços Grupo Bauru 47 · Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Formacao Urupi 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bastos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bastos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.