São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Barrinha - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Barrinha, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 172,7 mprofundidade média
  • 164 mprofundidade mediana
  • 24,5 mnível estático médio

Como são os poços em Barrinha - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Barrinha - SP. A profundidade média é de 172,7 m e a mediana, 164 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 164 dos 11.196 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
172,7 m
Profundidade mediana
164 m
Nível estático médio
24,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
16,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
32.092 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
164 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Barrinha, com profundidade média de 172,7 m (mediana de 164 m, variando de 8 m a 410 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Barrinha é 16,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Barrinha

Poços cadastrados em Barrinha - SP
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média172,7 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana164 m
Faixa de profundidade8 m a 410 m
Nível estático médio24,5 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,9 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Barrinha 8 m mínimo 164 m mediana 410 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 269 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Barrinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 18% 50-100 m 3 · 18% 100-150 m 2 · 12% 150-200 m 3 · 18% acima de 200 m 6 · 35%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Barrinha 2 1980 1 1990 8 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Barrinha. Valores em poços. Abastecimento urbano 7 · 50% Outros (lazer,etc.) 5 · 36% Abastecimento industrial 1 · 7% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Barrinha

Barrinha tem 32.092 habitantes distribuídos em 146,0 km², o que dá 219,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 164 dos 11.196 domicílios de Barrinha — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 148 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 124 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Barrinha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Barrinha

Com base em 367 poços cadastrados num raio de 30 km de Barrinha - SP, 80% deles foram concluídos entre 76 m e 400 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 18,6 m³/h (metade dos poços entre 9,3 m³/h e 77,8 m³/h), sobre 146 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 41 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Barrinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 367 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
18,6 m³/hvazão mediana calculada
41 mnível estático mediano
13,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 146 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Barrinha: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta367 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Barrinha costumam descer

  • até 50 m 6%20
  • 50 a 100 m 11%37
  • 100 a 150 m 20%71
  • acima de 150 m 63%220

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 30,0 m³/h 220 m 159100 com teste
Grupo Bauru 11,3 m³/h 121 m 3527 com teste
Formação Botucatu 29,8 m³/h 170 m 155 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m19 poços Grupo Bauru 11 · Formação Serra Geral 8
  • 100 a 150 m47 poços Formação Serra Geral 33 · Grupo Bauru 8 · Formação Botucatu 6
  • acima de 150 m144 poços Formação Serra Geral 117 · Grupo Bauru 16 · Formação Botucatu 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Barrinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Barrinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.