Sergipe · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Nossa Senhora das Dores - SE: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nossa Senhora das Dores, Sergipe.
- aquífero fissural
- grupo macururé
- 140poços cadastrados
- 60 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 15 mnível estático médio
Como são os poços em Nossa Senhora das Dores - SE?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 140 poços em Nossa Senhora das Dores - SE. A profundidade média é de 60 m e a mediana, 60 m, medida em 80 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macururé. No Censo 2022, 1.315 dos 9.129 domicílios do município — 14,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 140
- Profundidade média
- 60 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 15 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Macururé
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m)
- População (Censo 2022)
- 24.996 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.315 (14,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 140 poços em Nossa Senhora das Dores, com profundidade média de 60 m (mediana de 60 m, variando de 2,5 m a 108 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macururé, presente em 43% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Nossa Senhora das Dores é praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m).
Números do cadastro em Nossa Senhora das Dores
| Poços no cadastro nacional | 140 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 60 m 80 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 2,5 m a 108 m |
| Nível estático médio | 15 m 50 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 42 m 50 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,3 m³/h por metro 45 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 60% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Macururé 43% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 73 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 63 poços |
| Poços com teste de vazão | 140 de 140 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 49 poços
- Poroso — 32 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Macururé — 3 poços
- Corpo Cristalino — 1 poço
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
- Grupo Barreiras — 1 poço
- Formação Itabaiana — 1 poço
O território e o subsolo de Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores tem 24.996 habitantes distribuídos em 482,4 km², o que dá 51,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Aracaju.
No Censo 2022, 1.315 dos 9.129 domicílios de Nossa Senhora das Dores — 14,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 712 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.703 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Nossa Senhora das Dores
Com base em 1.363 poços cadastrados num raio de 30 km de Nossa Senhora das Dores - SE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 78 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,7 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 301 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nossa Senhora das Dores se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.363 poços no raio, contra 140 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 301 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Nossa Senhora das Dores: 42/100
Confiança: amostra alta1.363 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 22peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Nossa Senhora das Dores costumam descer
- até 50 m 23%235
- 50 a 100 m 75%756
- 100 a 150 m 2%17
- acima de 150 m 0%4
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Corpo Cristalino | sem teste | 50 m | 8 |
| Formação Ribeirópolis | 9,4 m³/h | 75 m | 88 com teste |
| Grupo Barreiras | 4,1 m³/h | 52 m | 63 com teste |
| Grupo Macururé | 5,4 m³/h | 70 m | 53 com teste |
| Formação Riachuelo | 18,0 m³/h | 73 m | 43 com teste |
| Formação Frei Paulo | 2,4 m³/h | 75 m | 43 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 2,6 m³/h | 63 m | 41 com teste |
| Membro Angico | 4,8 m³/h | 100 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m12 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Barreiras 3 · Formação Riachuelo 2
- 50 a 100 m36 poços Formação Ribeirópolis 8 · Formação Frei Paulo 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Nossa Senhora das Dores?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nossa Senhora das Dores.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Nossa Senhora das Dores
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Sergipe · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.