Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Muribeca - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Muribeca, Sergipe.

  • aquífero fissural
  • 32poços cadastrados
  • 81,6 mprofundidade média
  • 61 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Muribeca - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 32 poços em Muribeca - SE. A profundidade média é de 81,6 m e a mediana, 61 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural. No Censo 2022, 60 dos 2.775 domicílios do município — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
32
Profundidade média
81,6 m
Profundidade mediana
61 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Ante a média do estado
19,7 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
7.822 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
60 (2,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 32 poços em Muribeca, com profundidade média de 81,6 m (mediana de 61 m, variando de 18,7 m a 187 m).

Comparado ao restante do estado, o poço de Muribeca é 19,7 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Muribeca

Poços cadastrados em Muribeca - SE
Poços no cadastro nacional32 poços
Profundidade média81,6 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana61 m
Faixa de profundidade18,7 m a 187 m
Nível estático médio12,5 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,9 m 21 poços com o dado
Vazão específica média6 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 13 poços
Poços com teste de vazão32 de 32
Distribuição das profundidades em Muribeca 18,7 m mínimo 61 m mediana 187 m máximo
Metade dos poços fica entre 58 m e 103 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Muribeca por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 11% 50-100 m 17 · 63% 100-150 m 4 · 15% 150-200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Muribeca 1 1970 13 1980 3 1990 11 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Muribeca. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 8 · 89% Abastecimento doméstico 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 10 poços
  • Poroso — 7 poços

O território e o subsolo de Muribeca

Muribeca tem 7.822 habitantes distribuídos em 74,3 km², o que dá 105,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Propriá, na região intermediária de Aracaju.

No Censo 2022, 60 dos 2.775 domicílios de Muribeca — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 46 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 169 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Muribeca, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Muribeca

Com base em 588 poços cadastrados num raio de 30 km de Muribeca - SE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 120 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 9,7 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Muribeca se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 588 poços no raio, contra 32 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
20,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Muribeca: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta588 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 76peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Muribeca costumam descer

  • até 50 m 28%125
  • 50 a 100 m 51%226
  • 100 a 150 m 17%73
  • acima de 150 m 4%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macururé 5,4 m³/h 65 m 63 com teste
Grupo Barreiras 4,1 m³/h 54 m 51 com teste
Corpo Cristalino sem teste 47 m 4
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas sem teste 45 m 3
Formação Penedo sem teste 80 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Corpo Cristalino 4 · Grupo Barreiras 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • 50 a 100 m10 poços Grupo Macururé 4 · Grupo Barreiras 2 · Formação Penedo 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Muribeca?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Muribeca.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.