Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Poço Verde - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Poço Verde, Sergipe.

  • aquífero poroso
  • formação olhos dagua
  • 111poços cadastrados
  • 79,2 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 15,2 mnível estático médio

Como são os poços em Poço Verde - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Poço Verde - SE. A profundidade média é de 79,2 m e a mediana, 70 m, medida em 74 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Olhos Dagua. No Censo 2022, 457 dos 8.211 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
79,2 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
15,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Olhos Dagua
Ante a média do estado
17,3 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
21.794 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
457 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Poço Verde, com profundidade média de 79,2 m (mediana de 70 m, variando de 20 m a 387,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Olhos Dagua, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Poço Verde é 17,3 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Poço Verde

Poços cadastrados em Poço Verde - SE
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média79,2 m 74 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade20 m a 387,5 m
Nível estático médio15,2 m 52 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,6 m 44 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 81% dos registros
Rocha predominanteFormação Olhos Dagua 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 57 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 40 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Poço Verde 20 m mínimo 70 m mediana 387,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 86 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Poço Verde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 9% 50-100 m 56 · 76% 100-150 m 9 · 12% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Poço Verde 4 1980 3 1990 40 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Poço Verde. Valores em poços. Abastecimento urbano 57 · 79% Abastecimento doméstico 9 · 13% Abastecimento múltiplo 3 · 4% Abastecimento doméstico/animal 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 80 poços
  • Carstico — 17 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Olhos Dagua — 21 poços
  • Formação Palmares — 17 poços
  • Grupo São Sebastião — 14 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Sequência Palmeirópolis — 1 poço
  • Formação Salvador — 1 poço

O território e o subsolo de Poço Verde

Poço Verde tem 21.794 habitantes distribuídos em 441,3 km², o que dá 49,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lagarto, na região intermediária de Itabaiana.

No Censo 2022, 457 dos 8.211 domicílios de Poço Verde — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 353 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.700 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Poço Verde, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Poço Verde

Com base em 460 poços cadastrados num raio de 30 km de Poço Verde - SE, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 179 m, com profundidade mediana de 76 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 15,6 m³/h), sobre 104 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Poço Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 460 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

76 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
16,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 104 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Poço Verde: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta460 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 83peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Poço Verde costumam descer

  • até 50 m 13%50
  • 50 a 100 m 53%200
  • 100 a 150 m 19%70
  • acima de 150 m 15%55

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Olhos Dagua sem teste 60 m 46
Grupo São Sebastião 46,3 m³/h 106 m 304 com teste
Formação Marizal 8,3 m³/h 139 m 2310 com teste
Formação Palmares 6,2 m³/h 60 m 222 com teste
Quaternário 10,0 m³/h 124 m 81 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6,2 m³/h 148 m 41 com teste
Grupo Canudos 2,1 m³/h 96 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Formação Olhos Dagua 6 · Formação Palmares 2 · Grupo Simão Dias 1
  • 50 a 100 m88 poços Formação Olhos Dagua 38 · Formação Palmares 19 · Grupo São Sebastião 14
  • 100 a 150 m30 poços Grupo São Sebastião 12 · Formação Marizal 8 · Quaternário 4
  • acima de 150 m20 poços Formação Marizal 10 · Grupo São Sebastião 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Poço Verde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Poço Verde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.