Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Moita Bonita - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Moita Bonita, Sergipe.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 135poços cadastrados
  • 61,2 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 6,9 mnível estático médio

Como são os poços em Moita Bonita - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 135 poços em Moita Bonita - SE. A profundidade média é de 61,2 m e a mediana, 60 m, medida em 86 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 1.388 dos 4.204 domicílios do município — 33% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
135
Profundidade média
61,2 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
6,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
11.050 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.388 (33%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 135 poços em Moita Bonita, com profundidade média de 61,2 m (mediana de 60 m, variando de 6 m a 148 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Moita Bonita é praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Moita Bonita

Poços cadastrados em Moita Bonita - SE
Poços no cadastro nacional135 poços
Profundidade média61,2 m 86 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade6 m a 148 m
Nível estático médio6,9 m 46 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,8 m 48 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 37 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 43 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 70 poços
Poços com teste de vazão135 de 135
Distribuição das profundidades em Moita Bonita 6 m mínimo 60 m mediana 148 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 64 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Moita Bonita por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 15 · 17% 50-100 m 70 · 81% 100-150 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Moita Bonita 1 1970 26 1980 29 1990 70 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Moita Bonita. Valores em poços. Abastecimento doméstico 43 · 86% Abastecimento múltiplo 6 · 12% Abastecimento urbano 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 81 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Complexo Migmatito-Granulítico — 1 poço

O território e o subsolo de Moita Bonita

Moita Bonita tem 11.050 habitantes distribuídos em 95,4 km², o que dá 115,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itabaiana.

No Censo 2022, 1.388 dos 4.204 domicílios de Moita Bonita — 33% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.298 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.505 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Moita Bonita

Com base em 1.908 poços cadastrados num raio de 30 km de Moita Bonita - SE, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 72 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,6 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 7,1 m³/h), sobre 415 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Moita Bonita se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.908 poços no raio, contra 135 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,6 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
67,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 415 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Moita Bonita: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta1.908 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 14peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 14peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Moita Bonita costumam descer

  • até 50 m 23%311
  • 50 a 100 m 76%1.040
  • 100 a 150 m 0%6
  • acima de 150 m 0%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino sem teste 50 m 12
Formação Frei Paulo 2,4 m³/h 75 m 108 com teste
Formação Ribeirópolis 8,8 m³/h 72 m 99 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,6 m³/h 63 m 81 com teste
Grupo Barreiras 5,3 m³/h 52 m 64 com teste
Formação Riachuelo 18,0 m³/h 73 m 43 com teste
Membro Angico 4,8 m³/h 100 m 33 com teste
Formação Itabaiana 2,2 m³/h 70 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Corpo Cristalino 8 · Grupo Barreiras 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • 50 a 100 m44 poços Formação Frei Paulo 9 · Formação Ribeirópolis 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Moita Bonita?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Moita Bonita.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.