Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maruim - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maruim, Sergipe.

  • aquífero poroso
  • formação riachuelo
  • 61poços cadastrados
  • 51,6 mprofundidade média
  • 55,5 mprofundidade mediana
  • 9 mnível estático médio

Como são os poços em Maruim - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 61 poços em Maruim - SE. A profundidade média é de 51,6 m e a mediana, 55,5 m, medida em 44 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Riachuelo. No Censo 2022, 1.032 dos 5.251 domicílios do município — 19,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
61
Profundidade média
51,6 m
Profundidade mediana
55,5 m
Nível estático médio
9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Riachuelo
Ante a média do estado
10,3 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
15.719 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.032 (19,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 61 poços em Maruim, com profundidade média de 51,6 m (mediana de 55,5 m, variando de 22,7 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Riachuelo, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maruim é 10,3 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Maruim

Poços cadastrados em Maruim - SE
Poços no cadastro nacional61 poços
Profundidade média51,6 m 44 poços com o dado
Profundidade mediana55,5 m
Faixa de profundidade22,7 m a 120 m
Nível estático médio9 m 31 poços com o dado
Nível dinâmico médio19 m 28 poços com o dado
Vazão específica média15,5 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Riachuelo 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 28 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 24 poços
Poços com teste de vazão61 de 61
Distribuição das profundidades em Maruim 22,7 m mínimo 55,5 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 36 m e 61 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maruim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 22 · 50% 50-100 m 21 · 48% 100-150 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maruim 2 1960 1 1970 24 1980 13 1990 21 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maruim. Valores em poços. Abastecimento doméstico 28 · 67% Abastecimento urbano 6 · 14% Abastecimento industrial 5 · 12% Abastecimento doméstico/animal 2 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 43 poços
  • Carstico — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Riachuelo — 4 poços
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Maruim

Maruim tem 15.719 habitantes distribuídos em 95,6 km², o que dá 164,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Aracaju.

No Censo 2022, 1.032 dos 5.251 domicílios de Maruim — 19,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.010 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 875 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maruim

Com base em 1.109 poços cadastrados num raio de 30 km de Maruim - SE, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 100 m, com profundidade mediana de 54 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 1,6 m³/h e 12,2 m³/h), sobre 311 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maruim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.109 poços no raio, contra 61 poços dentro do município.

54 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
39,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 311 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maruim: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta1.109 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maruim costumam descer

  • até 50 m 45%352
  • 50 a 100 m 48%375
  • 100 a 150 m 5%40
  • acima de 150 m 1%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 4,2 m³/h 50 m 2515 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6,1 m³/h 60 m 173 com teste
Formação Riachuelo 18,0 m³/h 41 m 63 com teste
Formação Cotinguiba 12,0 m³/h 60 m 54 com teste
Membro Angico 4,8 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Grupo Barreiras 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Formação Riachuelo 4
  • 50 a 100 m33 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11 · Grupo Barreiras 9 · Formação Cotinguiba 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maruim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maruim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.