Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tubarão - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tubarão, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 28poços cadastrados
  • 110,1 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 11,8 mnível estático médio

Como são os poços em Tubarão - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Tubarão - SC. A profundidade média é de 110,1 m e a mediana, 102 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.746 dos 42.131 domicílios do município — 4,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
110,1 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
11,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
12,2 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
110.088 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.746 (4,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Tubarão, com profundidade média de 110,1 m (mediana de 102 m, variando de 30 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 79% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tubarão é 12,2 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Tubarão

Poços cadastrados em Tubarão - SC
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média110,1 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade30 m a 250 m
Nível estático médio11,8 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,9 m 22 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 82% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 79% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 13 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Tubarão 30 m mínimo 102 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 68 m e 132 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tubarão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 14% 50-100 m 9 · 32% 100-150 m 11 · 39% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tubarão 9 1970 2 1980 13 1990 2 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tubarão. Valores em poços. Abastecimento industrial 6 · 55% Abastecimento múltiplo 3 · 27% Abastecimento urbano 2 · 18%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 23 poços
  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 23 poços
  • Quaternário — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Tubarão

Tubarão tem 110.088 habitantes distribuídos em 301,5 km², o que dá 365,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tubarão, na região intermediária de Criciúma.

No Censo 2022, 1.746 dos 42.131 domicílios de Tubarão — 4,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.654 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.815 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tubarão, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tubarão

Com base em 163 poços cadastrados num raio de 30 km de Tubarão - SC, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 170 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 10,8 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 29,4 m³/h), sobre 55 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tubarão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 163 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
10,8 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
5,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 55 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tubarão: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta163 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 9peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tubarão costumam descer

  • até 50 m 34%52
  • 50 a 100 m 24%37
  • 100 a 150 m 29%45
  • acima de 150 m 14%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 6,9 m³/h 108 m 5622 com teste
Depósitos Litorâneos 30,0 m³/h 20 m 339 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 39,6 m³/h 40 m 71 com teste
Formação Rio do Sul 29,8 m³/h 100 m 72 com teste
Quaternário 52,8 m³/h 46 m 73 com teste
Grupo Itararé 3,2 m³/h 102 m 72 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m46 poços Depósitos Litorâneos 30 · Depósitos Flúvio-Lagunares 5 · Complexo Granito-Gnáissico 5
  • 50 a 100 m30 poços Complexo Granito-Gnáissico 17 · Formação Rio do Sul 4 · Depósitos Litorâneos 3
  • 100 a 150 m32 poços Complexo Granito-Gnáissico 21 · Grupo Itararé 4 · Formação Rio do Sul 3
  • acima de 150 m14 poços Complexo Granito-Gnáissico 13 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tubarão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tubarão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.