Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Turvo - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Turvo, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 17poços cadastrados
  • 119,6 mprofundidade média
  • 103 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Turvo - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em Turvo - SC. A profundidade média é de 119,6 m e a mediana, 103 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 1.125 dos 4.820 domicílios do município — 23,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
119,6 m
Profundidade mediana
103 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
13.043 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.125 (23,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em Turvo, com profundidade média de 119,6 m (mediana de 103 m, variando de 65 m a 199 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Turvo é praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Turvo

Poços cadastrados em Turvo - SC
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média119,6 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana103 m
Faixa de profundidade65 m a 199 m
Nível estático médio13,5 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,1 m 11 poços com o dado
Vazão específica média3,5 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em Turvo 65 m mínimo 103 m mediana 199 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 142 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Turvo por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 41% 100-150 m 7 · 41% 150-200 m 3 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Turvo 9 1990 5 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Turvo. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 76% Abastecimento doméstico 2 · 12% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 6% Outros (lazer,etc.) 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 13 poços
  • Grupo Passa Dois — 1 poço
  • Formação Rio Bonito — 1 poço
  • Depósitos Alúvio-Coluvionares — 1 poço

O território e o subsolo de Turvo

Turvo tem 13.043 habitantes distribuídos em 235,1 km², o que dá 55,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araranguá, na região intermediária de Criciúma.

No Censo 2022, 1.125 dos 4.820 domicílios de Turvo — 23,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 457 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.545 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Turvo

Com base em 126 poços cadastrados num raio de 30 km de Turvo - SC, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 13,2 m³/h (metade dos poços entre 6,9 m³/h e 22,0 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Turvo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 126 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
13,2 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Turvo: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta126 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 27peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Turvo costumam descer

  • até 50 m 17%21
  • 50 a 100 m 38%47
  • 100 a 150 m 36%45
  • acima de 150 m 10%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Rio do Rastro 10,0 m³/h 108 m 3317 com teste
Formação Rio Bonito 17,0 m³/h 106 m 3011 com teste
Quaternário 23,3 m³/h 76 m 87 com teste
Depósitos Litorâneos 17,9 m³/h 40 m 76 com teste
Formação Serra Geral sem teste 90 m 6
Formação Palermo 12,0 m³/h 80 m 53 com teste
Formação Irati 15,2 m³/h 90 m 54 com teste
Formação Botucatu 3,5 m³/h 208 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Depósitos Litorâneos 5 · Formação Rio Bonito 3 · Subgrupo Rio do Rastro 2
  • 50 a 100 m36 poços Formação Rio Bonito 11 · Subgrupo Rio do Rastro 9 · Quaternário 7
  • 100 a 150 m39 poços Subgrupo Rio do Rastro 19 · Formação Rio Bonito 13 · Terciário-Quaternário 1
  • acima de 150 m11 poços Subgrupo Rio do Rastro 3 · Formação Botucatu 2 · Formação Rio Bonito 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Turvo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Turvo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.