Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tangará - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tangará, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 48poços cadastrados
  • 122,9 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 12,6 mnível estático médio

Como são os poços em Tangará - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Tangará - SC. A profundidade média é de 122,9 m e a mediana, 108 m, medida em 47 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 964 dos 3.050 domicílios do município — 31,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
122,9 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
12,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
8.143 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
964 (31,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Tangará, com profundidade média de 122,9 m (mediana de 108 m, variando de 39 m a 512 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 98% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tangará é praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Tangará

Poços cadastrados em Tangará - SC
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média122,9 m 47 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade39 m a 512 m
Nível estático médio12,6 m 31 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,1 m 11 poços com o dado
Vazão específica média5 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 98% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Tangará 39 m mínimo 108 m mediana 512 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 136 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tangará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 4% 50-100 m 20 · 43% 100-150 m 17 · 36% 150-200 m 5 · 11% acima de 200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tangará 3 1970 4 1980 17 1990 16 2000 4 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tangará. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 19 · 61% Outros (lazer,etc.) 3 · 10% Pecuária 3 · 10% Abastecimento urbano 2 · 6% Abastecimento doméstico 2 · 6% Abastecimento doméstico/animal 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 39 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 40 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Tangará

Tangará tem 8.143 habitantes distribuídos em 390,0 km², o que dá 20,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Videira, na região intermediária de Caçador.

No Censo 2022, 964 dos 3.050 domicílios de Tangará — 31,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 763 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 772 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tangará

Com base em 517 poços cadastrados num raio de 30 km de Tangará - SC, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 160 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 12,2 m³/h (metade dos poços entre 7,0 m³/h e 22,8 m³/h), sobre 134 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tangará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 517 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
12,2 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
18,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 134 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tangará: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta517 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 73peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tangará costumam descer

  • até 50 m 4%21
  • 50 a 100 m 52%263
  • 100 a 150 m 31%159
  • acima de 150 m 12%62

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Formação Serra Geral 19
  • 50 a 100 m212 poços Formação Serra Geral 212
  • 100 a 150 m154 poços Formação Serra Geral 154
  • acima de 150 m52 poços Formação Serra Geral 52

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tangará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tangará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.