Santa Catarina · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Canelinha - SC: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Canelinha, Santa Catarina.
- aquífero fissural
- complexo granito-gnáissico
- 11poços cadastrados
- 123,4 mprofundidade média
- 140 mprofundidade mediana
- 4 mnível estático médio
Como são os poços em Canelinha - SC?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Canelinha - SC. A profundidade média é de 123,4 m e a mediana, 140 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 307 dos 4.490 domicílios do município — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 11
- Profundidade média
- 123,4 m
- Profundidade mediana
- 140 m
- Nível estático médio
- 4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Granito-Gnáissico
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m)
- População (Censo 2022)
- 12.821 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 307 (6,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Canelinha, com profundidade média de 123,4 m (mediana de 140 m, variando de 63 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Canelinha é praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m).
Números do cadastro em Canelinha
| Poços no cadastro nacional | 11 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 123,4 m 11 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 140 m |
| Faixa de profundidade | 63 m a 150 m |
| Nível estático médio | 4 m 2 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 69,8 m 1 poço com o dado |
| Vazão específica média | 0,1 m³/h por metro 1 poço com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Granito-Gnáissico 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 1990 10 poços |
| Poços com teste de vazão | 11 de 11 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
O território e o subsolo de Canelinha
Canelinha tem 12.821 habitantes distribuídos em 151,0 km², o que dá 84,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Brusque, na região intermediária de Blumenau.
No Censo 2022, 307 dos 4.490 domicílios de Canelinha — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 279 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 989 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Canelinha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Canelinha
Com base em 173 poços cadastrados num raio de 30 km de Canelinha - SC, 80% deles foram concluídos entre 6 m e 221 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 86 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (84% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Canelinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 173 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 86 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Canelinha: 44/100
Confiança: amostra alta173 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Canelinha costumam descer
- até 50 m 13%23
- 50 a 100 m 24%42
- 100 a 150 m 38%66
- acima de 150 m 24%41
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Granito-Gnáissico | 8,2 m³/h | 120 m | 11472 com teste |
| Depósitos Litorâneos | 4,3 m³/h | 6 m | 231 com teste |
| Complexo Gnáissico-Migmatítico | 6,0 m³/h | 150 m | 97 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m23 poços Depósitos Litorâneos 23
- 50 a 100 m35 poços Complexo Granito-Gnáissico 32 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 2 · Depósitos Flúvio-Marinhos 1
- 100 a 150 m52 poços Complexo Granito-Gnáissico 46 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 4 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1
- acima de 150 m41 poços Complexo Granito-Gnáissico 36 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 3 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Canelinha?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Canelinha.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Santa Catarina com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.