Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lontras - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lontras, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 9poços cadastrados
  • 122,6 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 3,5 mnível estático médio

Como são os poços em Lontras - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Lontras - SC. A profundidade média é de 122,6 m e a mediana, 114 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 978 dos 4.659 domicílios do município — 21% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
122,6 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
3,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
12.873 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
978 (21%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Lontras, com profundidade média de 122,6 m (mediana de 114 m, variando de 80 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lontras é praticamente igual à média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Lontras

Poços cadastrados em Lontras - SC
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média122,6 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade80 m a 252 m
Nível estático médio3,5 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio163,3 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Lontras 80 m mínimo 114 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 126 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lontras por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 22% 100-150 m 6 · 67% acima de 200 m 1 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lontras 7 1990 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lontras. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 2 · 29% Abastecimento múltiplo 2 · 29% Outros (lazer,etc.) 2 · 29% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços

O território e o subsolo de Lontras

Lontras tem 12.873 habitantes distribuídos em 197,6 km², o que dá 65,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio do Sul, na região intermediária de Blumenau.

No Censo 2022, 978 dos 4.659 domicílios de Lontras — 21% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 207 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.145 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lontras

Com base em 81 poços cadastrados num raio de 30 km de Lontras - SC, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 174 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 4,6 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 11,4 m³/h), sobre 48 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lontras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 81 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
4,6 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 48 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lontras: 25/100

25 de 100

Confiança: amostra alta81 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lontras costumam descer

  • até 50 m 5%4
  • 50 a 100 m 35%28
  • 100 a 150 m 38%30
  • acima de 150 m 23%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio do Sul 4,7 m³/h 122 m 2818 com teste
Grupo Itararé 8,4 m³/h 110 m 2016 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,1 m³/h 93 m 167 com teste
Formação Rio Bonito 5,1 m³/h 100 m 54 com teste
Formação Serra Geral 2,4 m³/h 78 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Complexo Granito-Gnáissico 2 · Grupo Itararé 2
  • 50 a 100 m25 poços Formação Rio do Sul 9 · Complexo Granito-Gnáissico 6 · Grupo Itararé 5
  • 100 a 150 m26 poços Formação Rio do Sul 11 · Grupo Itararé 9 · Complexo Granito-Gnáissico 5
  • acima de 150 m17 poços Formação Rio do Sul 8 · Grupo Itararé 4 · Complexo Granito-Gnáissico 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lontras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lontras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.