Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itapiranga - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itapiranga, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 24poços cadastrados
  • 151 mprofundidade média
  • 152 mprofundidade mediana
  • 25,8 mnível estático médio

Como são os poços em Itapiranga - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Itapiranga - SC. A profundidade média é de 151 m e a mediana, 152 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 303 dos 6.004 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
151 m
Profundidade mediana
152 m
Nível estático médio
25,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
28,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
16.638 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
303 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Itapiranga, com profundidade média de 151 m (mediana de 152 m, variando de 96 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itapiranga é 28,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Itapiranga

Poços cadastrados em Itapiranga - SC
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média151 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana152 m
Faixa de profundidade96 m a 250 m
Nível estático médio25,8 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio110,5 m 5 poços com o dado
Vazão específica média1,8 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumPecuária 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Itapiranga 96 m mínimo 152 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itapiranga por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 30% 100-150 m 3 · 13% 150-200 m 9 · 39% acima de 200 m 4 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itapiranga 4 1980 2 1990 9 2000 4 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itapiranga. Valores em poços. Pecuária 8 · 44% Abastecimento doméstico/animal 4 · 22% Abastecimento doméstico 2 · 11% Abastecimento urbano 2 · 11% Abastecimento industrial 1 · 6% Outros (lazer,etc.) 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 15 poços

O território e o subsolo de Itapiranga

Itapiranga tem 16.638 habitantes distribuídos em 281,8 km², o que dá 59,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Miguel do Oeste, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 303 dos 6.004 domicílios de Itapiranga — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 162 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 96 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itapiranga, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itapiranga

Com base em 385 poços cadastrados num raio de 30 km de Itapiranga - SC, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 283 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 15,4 m³/h), sobre 162 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itapiranga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 385 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
13,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 162 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itapiranga: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta385 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itapiranga costumam descer

  • até 50 m 3%11
  • 50 a 100 m 22%82
  • 100 a 150 m 26%98
  • acima de 150 m 50%188

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Formação Serra Geral 10
  • 50 a 100 m60 poços Formação Serra Geral 60
  • 100 a 150 m90 poços Formação Serra Geral 90
  • acima de 150 m165 poços Formação Serra Geral 163 · Eluvião 1 · Formação Serra dos Martins 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itapiranga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itapiranga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.