Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Terezinha - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Terezinha, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • formação serra alta
  • 8poços cadastrados
  • 153,5 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 32,8 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Terezinha - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Santa Terezinha - SC. A profundidade média é de 153,5 m e a mediana, 160 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Alta. No Censo 2022, 1.655 dos 2.944 domicílios do município — 56,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
153,5 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
32,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Alta
Ante a média do estado
31,2 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
8.066 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.655 (56,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Santa Terezinha, com profundidade média de 153,5 m (mediana de 160 m, variando de 100 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Alta, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Terezinha é 31,2 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Santa Terezinha

Poços cadastrados em Santa Terezinha - SC
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média153,5 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade100 m a 240 m
Nível estático médio32,8 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio114,7 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Alta 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Santa Terezinha 100 m mínimo 160 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 130 m e 178 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Terezinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 13% 100-150 m 3 · 38% 150-200 m 3 · 38% acima de 200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Terezinha 1 1990 6 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Terezinha. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 50% Abastecimento doméstico 2 · 33% Abastecimento industrial 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Alta — 4 poços
  • Grupo Passa Dois — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Terezinha

Santa Terezinha tem 8.066 habitantes distribuídos em 715,6 km², o que dá 11,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio do Sul, na região intermediária de Blumenau.

No Censo 2022, 1.655 dos 2.944 domicílios de Santa Terezinha — 56,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 94 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.246 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Terezinha

Com base em 38 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Terezinha - SC, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 200 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 7,3 m³/h), sobre 16 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Terezinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 38 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 16 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Terezinha: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra média38 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 76peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Terezinha costumam descer

  • até 50 m 3%1
  • 50 a 100 m 39%14
  • 100 a 150 m 31%11
  • acima de 150 m 28%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 7,3 m³/h 108 m 82 com teste
Subgrupo Estrada Nova 6,5 m³/h 84 m 75 com teste
Grupo Itararé 2,3 m³/h 130 m 52 com teste
Formação Serra Geral 6,0 m³/h 88 m 42 com teste
Formação Serra Alta 4,6 m³/h 148 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m12 poços Subgrupo Estrada Nova 5 · Formação Rio Bonito 4 · Formação Irati 1
  • 100 a 150 m11 poços Subgrupo Estrada Nova 2 · Formação Serra Geral 2 · Formação Serra Alta 2
  • acima de 150 m10 poços Formação Serra Alta 2 · Grupo Passa Dois 2 · Formação Rio Bonito 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Terezinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Terezinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.