Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Criciúma - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Criciúma, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • formação rio bonito
  • 142poços cadastrados
  • 96,8 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em Criciúma - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 142 poços em Criciúma - SC. A profundidade média é de 96,8 m e a mediana, 104 m, medida em 141 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rio Bonito. No Censo 2022, 1.332 dos 79.776 domicílios do município — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
142
Profundidade média
96,8 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rio Bonito
Ante a média do estado
25,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
214.493 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.332 (1,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 142 poços em Criciúma, com profundidade média de 96,8 m (mediana de 104 m, variando de 14 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rio Bonito, presente em 85% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Criciúma é 25,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Criciúma

Poços cadastrados em Criciúma - SC
Poços no cadastro nacional142 poços
Profundidade média96,8 m 141 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade14 m a 252 m
Nível estático médio11,3 m 87 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,9 m 52 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 41 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteFormação Rio Bonito 85% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 64 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 47 poços
Poços com teste de vazão142 de 142
Distribuição das profundidades em Criciúma 14 m mínimo 104 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 59 m e 127 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Criciúma por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 33 · 23% 50-100 m 36 · 26% 100-150 m 55 · 39% 150-200 m 14 · 10% acima de 200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Criciúma 1 1960 3 1970 28 1980 47 1990 28 2000 24 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Criciúma. Valores em poços. Abastecimento industrial 64 · 62% Abastecimento múltiplo 12 · 12% Sem uso 12 · 12% Outros (lazer,etc.) 8 · 8% Abastecimento doméstico 6 · 6% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 114 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rio Bonito — 110 poços
  • Formação Palermo — 11 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Criciúma

Criciúma tem 214.493 habitantes distribuídos em 234,9 km², o que dá 913,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Criciúma.

No Censo 2022, 1.332 dos 79.776 domicílios de Criciúma — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 850 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.586 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Criciúma, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Criciúma

Com base em 341 poços cadastrados num raio de 30 km de Criciúma - SC, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 170 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 17,0 m³/h), sobre 125 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Criciúma se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 341 poços no raio, contra 142 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
12,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 125 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Criciúma: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta341 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Criciúma costumam descer

  • até 50 m 21%69
  • 50 a 100 m 28%92
  • 100 a 150 m 35%116
  • acima de 150 m 17%55

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 10,8 m³/h 105 m 16456 com teste
Formação Palermo 10,2 m³/h 83 m 167 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 56,6 m³/h 159 m 165 com teste
Formação Serra Geral 2,7 m³/h 125 m 101 com teste
Formação Irati 7,0 m³/h 77 m 97 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 22,0 m³/h 105 m 81 com teste
Quaternário 19,5 m³/h 72 m 76 com teste
Formação Rio do Sul 4,0 m³/h 82 m 62 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m54 poços Formação Rio Bonito 37 · Formação Palermo 4 · Formação Irati 3
  • 50 a 100 m73 poços Formação Rio Bonito 42 · Formação Palermo 6 · Quaternário 6
  • 100 a 150 m80 poços Formação Rio Bonito 66 · Formação Palermo 4 · Complexo Granito-Gnáissico 4
  • acima de 150 m39 poços Formação Rio Bonito 18 · Complexo Granito-Gnáissico 10 · Formação Serra Geral 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Criciúma?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Criciúma.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.