Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Correia Pinto - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Correia Pinto, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 20poços cadastrados
  • 112,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 9,2 mnível estático médio

Como são os poços em Correia Pinto - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 20 poços em Correia Pinto - SC. A profundidade média é de 112,4 m e a mediana, 100 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 396 dos 5.639 domicílios do município — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
20
Profundidade média
112,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
9,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
9,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
15.727 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
396 (7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 20 poços em Correia Pinto, com profundidade média de 112,4 m (mediana de 100 m, variando de 70 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Correia Pinto é 9,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Correia Pinto

Poços cadastrados em Correia Pinto - SC
Poços no cadastro nacional20 poços
Profundidade média112,4 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade70 m a 200 m
Nível estático médio9,2 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,9 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão20 de 20
Distribuição das profundidades em Correia Pinto 70 m mínimo 100 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 148 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Correia Pinto por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 60% 100-150 m 6 · 30% 150-200 m 2 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Correia Pinto 1 1970 1 1980 15 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Correia Pinto. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 41% Outros (lazer,etc.) 4 · 24% Abastecimento doméstico/animal 3 · 18% Abastecimento múltiplo 2 · 12% Abastecimento industrial 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 14 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 13 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Serra Alta — 1 poço

O território e o subsolo de Correia Pinto

Correia Pinto tem 15.727 habitantes distribuídos em 647,4 km², o que dá 24,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lages.

No Censo 2022, 396 dos 5.639 domicílios de Correia Pinto — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 213 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 763 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Correia Pinto

Com base em 142 poços cadastrados num raio de 30 km de Correia Pinto - SC, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 95 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Correia Pinto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 142 poços no raio, contra 20 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 95 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Correia Pinto: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta142 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Correia Pinto costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 39%55
  • 100 a 150 m 35%49
  • acima de 150 m 26%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Rio do Rastro 4,1 m³/h 112 m 7357 com teste
Formação Serra Geral 6,0 m³/h 150 m 3626 com teste
Formação Botucatu 10,5 m³/h 136 m 33 com teste
Grupo Passa Dois 3,9 m³/h 242 m 33 com teste
Formação Rio Bonito 1,5 m³/h 90 m 31 com teste
Grupo Itararé sem teste 105 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m42 poços Subgrupo Rio do Rastro 29 · Formação Serra Geral 7 · Formação Rio Bonito 3
  • 100 a 150 m48 poços Subgrupo Rio do Rastro 28 · Formação Serra Geral 15 · Grupo Itararé 2
  • acima de 150 m34 poços Subgrupo Rio do Rastro 15 · Formação Serra Geral 14 · Grupo Passa Dois 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Correia Pinto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Correia Pinto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.