Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salete - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salete, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 94,8 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 6,1 mnível estático médio

Como são os poços em Salete - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Salete - SC. A profundidade média é de 94,8 m e a mediana, 70 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 295 dos 2.748 domicílios do município — 10,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
94,8 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
6,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
27,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
7.489 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
295 (10,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Salete, com profundidade média de 94,8 m (mediana de 70 m, variando de 29 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salete é 27,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Salete

Poços cadastrados em Salete - SC
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média94,8 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade29 m a 240 m
Nível estático médio6,1 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio31,1 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 56% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Salete 29 m mínimo 70 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 45 m e 126 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salete por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 39% 50-100 m 4 · 22% 100-150 m 3 · 17% 150-200 m 2 · 11% acima de 200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salete 2 1990 16 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salete. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 38% Abastecimento múltiplo 2 · 25% Abastecimento doméstico/animal 2 · 25% Doméstico/irrigação/animal 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 10 poços
  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Formação Rio Bonito — 10 poços

O território e o subsolo de Salete

Salete tem 7.489 habitantes distribuídos em 177,9 km², o que dá 42,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio do Sul, na região intermediária de Blumenau.

No Censo 2022, 295 dos 2.748 domicílios de Salete — 10,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 123 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 882 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salete

Com base em 71 poços cadastrados num raio de 30 km de Salete - SC, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 165 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 4,4 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 6,9 m³/h), sobre 21 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salete se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 71 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
4,4 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 21 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salete: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta71 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salete costumam descer

  • até 50 m 22%15
  • 50 a 100 m 41%28
  • 100 a 150 m 20%14
  • acima de 150 m 17%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 2,4 m³/h 58 m 295 com teste
Formação Rio Bonito 4,8 m³/h 112 m 259 com teste
Subgrupo Estrada Nova 6,5 m³/h 84 m 75 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Formação Serra Geral 10 · Formação Rio Bonito 5
  • 50 a 100 m27 poços Formação Serra Geral 14 · Formação Rio Bonito 7 · Subgrupo Estrada Nova 5
  • 100 a 150 m13 poços Formação Rio Bonito 7 · Subgrupo Estrada Nova 2 · Formação Serra Geral 2
  • acima de 150 m12 poços Formação Rio Bonito 6 · Formação Serra Geral 3 · Grupo Passa Dois 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salete?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salete.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.