Santa Catarina · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Botuverá - SC: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Botuverá, Santa Catarina.
- aquífero fissural
- complexo granito-gnáissico
- 9poços cadastrados
- 112,1 mprofundidade média
- 120 mprofundidade mediana
- 8,5 mnível estático médio
Como são os poços em Botuverá - SC?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Botuverá - SC. A profundidade média é de 112,1 m e a mediana, 120 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 276 dos 1.976 domicílios do município — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 9
- Profundidade média
- 112,1 m
- Profundidade mediana
- 120 m
- Nível estático médio
- 8,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Granito-Gnáissico
- Ante a média do estado
- 10,2 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
- População (Censo 2022)
- 5.363 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 276 (14%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Botuverá, com profundidade média de 112,1 m (mediana de 120 m, variando de 80 m a 130 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Botuverá é 10,2 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).
Números do cadastro em Botuverá
| Poços no cadastro nacional | 9 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 112,1 m 9 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 120 m |
| Faixa de profundidade | 80 m a 130 m |
| Nível estático médio | 8,5 m 1 poço com o dado |
| Nível dinâmico médio | 25 m 1 poço com o dado |
| Vazão específica média | 2 m³/h por metro 1 poço com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Granito-Gnáissico 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 6 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 7 poços |
| Poços com teste de vazão | 9 de 9 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 9 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Granito-Gnáissico — 9 poços
O território e o subsolo de Botuverá
Botuverá tem 5.363 habitantes distribuídos em 296,3 km², o que dá 18,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Brusque, na região intermediária de Blumenau.
No Censo 2022, 276 dos 1.976 domicílios de Botuverá — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 273 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 917 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Botuverá
Com base em 119 poços cadastrados num raio de 30 km de Botuverá - SC, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 250 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 69 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Botuverá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 119 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 69 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Botuverá: 38/100
Confiança: amostra alta119 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 13peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Botuverá costumam descer
- até 50 m 0%0
- 50 a 100 m 22%26
- 100 a 150 m 45%53
- acima de 150 m 34%40
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Granito-Gnáissico | 8,1 m³/h | 130 m | 9555 com teste |
| Complexo Gnáissico-Migmatítico | 5,3 m³/h | 150 m | 96 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m24 poços Complexo Granito-Gnáissico 23 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1
- 100 a 150 m47 poços Complexo Granito-Gnáissico 39 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 5 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1
- acima de 150 m39 poços Complexo Granito-Gnáissico 33 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 3 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Botuverá?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Botuverá.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.