Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arabutã - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arabutã, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 41poços cadastrados
  • 107,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Arabutã - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 41 poços em Arabutã - SC. A profundidade média é de 107,7 m e a mediana, 100 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 620 dos 1.605 domicílios do município — 38,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
41
Profundidade média
107,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
14,6 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
4.378 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
620 (38,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 41 poços em Arabutã, com profundidade média de 107,7 m (mediana de 100 m, variando de 39 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arabutã é 14,6 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Arabutã

Poços cadastrados em Arabutã - SC
Poços no cadastro nacional41 poços
Profundidade média107,7 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade39 m a 204 m
Nível estático médio12,5 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,1 m 9 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão41 de 41
Distribuição das profundidades em Arabutã 39 m mínimo 100 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arabutã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 22 · 54% 100-150 m 14 · 34% 150-200 m 3 · 7% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arabutã 4 1980 17 1990 12 2000 4 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arabutã. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 17 · 57% Abastecimento doméstico 6 · 20% Pecuária 5 · 17% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3% Abastecimento industrial 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 35 poços

O território e o subsolo de Arabutã

Arabutã tem 4.378 habitantes distribuídos em 132,8 km², o que dá 33,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Concórdia, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 620 dos 1.605 domicílios de Arabutã — 38,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 466 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 621 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arabutã

Com base em 889 poços cadastrados num raio de 30 km de Arabutã - SC, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 152 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 19,3 m³/h), sobre 189 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arabutã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 889 poços no raio, contra 41 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
31,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 189 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arabutã: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta889 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 88peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arabutã costumam descer

  • até 50 m 3%26
  • 50 a 100 m 47%413
  • 100 a 150 m 40%353
  • acima de 150 m 10%89

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Formação Serra Geral 26
  • 50 a 100 m347 poços Formação Serra Geral 347
  • 100 a 150 m321 poços Formação Serra Geral 321
  • acima de 150 m79 poços Formação Serra Geral 79

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arabutã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arabutã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.