Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São João do Itaperiú - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João do Itaperiú, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 9poços cadastrados
  • 107,3 mprofundidade média
  • 132 mprofundidade mediana
  • 5,2 mnível estático médio

Como são os poços em São João do Itaperiú - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em São João do Itaperiú - SC. A profundidade média é de 107,3 m e a mediana, 132 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 922 dos 1.490 domicílios do município — 61,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
107,3 m
Profundidade mediana
132 m
Nível estático médio
5,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
15 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
4.463 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
922 (61,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em São João do Itaperiú, com profundidade média de 107,3 m (mediana de 132 m, variando de 48 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São João do Itaperiú é 15 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em São João do Itaperiú

Poços cadastrados em São João do Itaperiú - SC
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média107,3 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana132 m
Faixa de profundidade48 m a 152 m
Nível estático médio5,2 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,3 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em São João do Itaperiú 48 m mínimo 132 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São João do Itaperiú por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 13% 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 4 · 50% 150-200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São João do Itaperiú 5 1990 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São João do Itaperiú. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 29% Abastecimento múltiplo 2 · 29% Abastecimento doméstico/animal 1 · 14% Outros (lazer,etc.) 1 · 14% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 8 poços

O território e o subsolo de São João do Itaperiú

São João do Itaperiú tem 4.463 habitantes distribuídos em 151,9 km², o que dá 29,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Joinville.

No Censo 2022, 922 dos 1.490 domicílios de São João do Itaperiú — 61,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 824 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 762 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São João do Itaperiú

Com base em 181 poços cadastrados num raio de 30 km de São João do Itaperiú - SC, 80% deles foram concluídos entre 11 m e 150 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 10,8 m³/h), sobre 77 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João do Itaperiú se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 181 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
6,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 77 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São João do Itaperiú: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta181 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São João do Itaperiú costumam descer

  • até 50 m 36%63
  • 50 a 100 m 33%59
  • 100 a 150 m 23%41
  • acima de 150 m 8%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 6,0 m³/h 85 m 7143 com teste
Coluvião 6,9 m³/h 32 m 347 com teste
Aluviões 5,5 m³/h 48 m 2913 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 13,4 m³/h 102 m 138 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 3,3 m³/h 180 m 32 com teste
Depósitos Flúvio-Marinhos sem teste 5 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m61 poços Coluvião 26 · Aluviões 15 · Complexo Granito-Gnáissico 10
  • 50 a 100 m51 poços Complexo Granito-Gnáissico 31 · Aluviões 8 · Coluvião 7
  • 100 a 150 m36 poços Complexo Granito-Gnáissico 22 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 7 · Aluviões 5
  • acima de 150 m13 poços Complexo Granito-Gnáissico 8 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 2 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São João do Itaperiú?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João do Itaperiú.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.