Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tramandaí - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tramandaí, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 24poços cadastrados
  • 93,7 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 5,8 mnível estático médio

Como são os poços em Tramandaí - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Tramandaí - RS. A profundidade média é de 93,7 m e a mediana, 102 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 2.687 dos 21.085 domicílios do município — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
93,7 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
5,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
21,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
54.387 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.687 (12,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Tramandaí, com profundidade média de 93,7 m (mediana de 102 m, variando de 15 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tramandaí é 21,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Tramandaí

Poços cadastrados em Tramandaí - RS
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média93,7 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade15 m a 180 m
Nível estático médio5,8 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio27 m 14 poços com o dado
Vazão específica média5,3 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Tramandaí 15 m mínimo 102 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tramandaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 25% 50-100 m 5 · 21% 100-150 m 9 · 38% 150-200 m 4 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tramandaí 10 1990 7 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tramandaí. Valores em poços. Abastecimento urbano 8 · 57% Outros (lazer,etc.) 2 · 14% Abastecimento industrial 2 · 14% Sem uso 1 · 7% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 21 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 7 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 6 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 3 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 2 poços

O território e o subsolo de Tramandaí

Tramandaí tem 54.387 habitantes distribuídos em 142,9 km², o que dá 380,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tramandaí - Osório, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 2.687 dos 21.085 domicílios de Tramandaí — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.632 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.762 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tramandaí

Com base em 260 poços cadastrados num raio de 30 km de Tramandaí - RS, 80% deles foram concluídos entre 12 m e 120 m, com profundidade mediana de 46 m. A vazão mediana calculada é de 11,3 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 53,7 m³/h), sobre 103 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tramandaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 260 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

46 mprofundidade mediana
11,3 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
9,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 103 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tramandaí: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta260 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 93peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tramandaí costumam descer

  • até 50 m 52%135
  • 50 a 100 m 28%73
  • 100 a 150 m 13%35
  • acima de 150 m 7%17

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Litorâneos 16,0 m³/h 19 m 11737 com teste
Formação Serra Geral 9,1 m³/h 90 m 3628 com teste
Depósitos Flúvio-Marinhos 6,5 m³/h 85 m 2311 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 21,2 m³/h 24 m 227 com teste
Quaternário 67,7 m³/h 94 m 146 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 155,8 m³/h 102 m 72 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 980,0 m³/h 65 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m120 poços Depósitos Litorâneos 88 · Depósitos Eólicos Litorâneos 19 · Depósitos Flúvio-Marinhos 5
  • 50 a 100 m64 poços Formação Serra Geral 21 · Depósitos Litorâneos 14 · Depósitos Flúvio-Marinhos 14
  • 100 a 150 m31 poços Depósitos Litorâneos 12 · Formação Serra Geral 7 · Quaternário 4
  • acima de 150 m16 poços Formação Serra Geral 8 · Depósitos Litorâneos 3 · Depósitos Flúvio-Lagunares 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tramandaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tramandaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.