Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Torres - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Torres, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos flúvio-lagunares
  • 42poços cadastrados
  • 81,5 mprofundidade média
  • 64 mprofundidade mediana
  • 13,7 mnível estático médio

Como são os poços em Torres - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 42 poços em Torres - RS. A profundidade média é de 81,5 m e a mediana, 64 m, medida em 42 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Flúvio-Lagunares. No Censo 2022, 2.905 dos 16.524 domicílios do município — 17,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
42
Profundidade média
81,5 m
Profundidade mediana
64 m
Nível estático médio
13,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Flúvio-Lagunares
Ante a média do estado
33,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
41.751 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.905 (17,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 42 poços em Torres, com profundidade média de 81,5 m (mediana de 64 m, variando de 7 m a 292 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Flúvio-Lagunares, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Torres é 33,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Torres

Poços cadastrados em Torres - RS
Poços no cadastro nacional42 poços
Profundidade média81,5 m 42 poços com o dado
Profundidade mediana64 m
Faixa de profundidade7 m a 292 m
Nível estático médio13,7 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,2 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Flúvio-Lagunares 31% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 13 poços
Poços com teste de vazão42 de 42
Distribuição das profundidades em Torres 7 m mínimo 64 m mediana 292 m máximo
Metade dos poços fica entre 25 m e 125 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Torres por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 19 · 45% 50-100 m 8 · 19% 100-150 m 9 · 21% 150-200 m 4 · 10% acima de 200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Torres 3 1970 6 1980 13 1990 11 2000 7 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Torres. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 5 · 33% Abastecimento doméstico 3 · 20% Abastecimento industrial 3 · 20% Sem uso 3 · 20% Abastecimento urbano 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 26 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 10 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Depósitos Litorâneos — 5 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 5 poços
  • Dunas — 1 poço

O território e o subsolo de Torres

Torres tem 41.751 habitantes distribuídos em 161,6 km², o que dá 258,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Torres, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 2.905 dos 16.524 domicílios de Torres — 17,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.256 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.466 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Torres

Com base em 126 poços cadastrados num raio de 30 km de Torres - RS, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 204 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 62 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Torres se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 126 poços no raio, contra 42 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 62 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Torres: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra alta126 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Torres costumam descer

  • até 50 m 29%36
  • 50 a 100 m 22%28
  • 100 a 150 m 26%33
  • acima de 150 m 22%28

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 12,5 m³/h 131 m 2012 com teste
Depósitos Litorâneos 15,1 m³/h 120 m 176 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 5,1 m³/h 30 m 155 com teste
Formação Botucatu 3,5 m³/h 155 m 107 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 4,8 m³/h 17 m 61 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 1,9 m³/h 80 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Depósitos Flúvio-Lagunares 12 · Depósitos Litorâneos 5 · Depósitos Eólicos Litorâneos 5
  • 50 a 100 m13 poços Formação Serra Geral 5 · Formação Botucatu 4 · Depósitos Litorâneos 2
  • 100 a 150 m16 poços Depósitos Litorâneos 6 · Formação Serra Geral 6 · Subgrupo Rio do Rastro 2
  • acima de 150 m16 poços Formação Serra Geral 6 · Formação Botucatu 5 · Depósitos Litorâneos 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Torres?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Torres.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.