Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paraíso do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paraíso do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação rosário do sul
  • 8poços cadastrados
  • 93,1 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 15,9 mnível estático médio

Como são os poços em Paraíso do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Paraíso do Sul - RS. A profundidade média é de 93,1 m e a mediana, 95 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rosário do Sul. No Censo 2022, 349 dos 2.617 domicílios do município — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
93,1 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
15,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rosário do Sul
Ante a média do estado
21,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
6.519 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
349 (13,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Paraíso do Sul, com profundidade média de 93,1 m (mediana de 95 m, variando de 60 m a 174 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rosário do Sul, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paraíso do Sul é 21,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Paraíso do Sul

Poços cadastrados em Paraíso do Sul - RS
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média93,1 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade60 m a 174 m
Nível estático médio15,9 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,4 m 4 poços com o dado
Vazão específica média11,9 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Rosário do Sul 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Paraíso do Sul 60 m mínimo 95 m mediana 174 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 107 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paraíso do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 63% 100-150 m 2 · 25% 150-200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paraíso do Sul 1 1980 5 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paraíso do Sul. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 67% Irrigação 1 · 17% Abastecimento múltiplo 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rosário do Sul — 4 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Santa Maria — 1 poço

O território e o subsolo de Paraíso do Sul

Paraíso do Sul tem 6.519 habitantes distribuídos em 337,5 km², o que dá 19,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cachoeira do Sul, na região intermediária de Santa Maria.

No Censo 2022, 349 dos 2.617 domicílios de Paraíso do Sul — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 159 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 531 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paraíso do Sul

Com base em 195 poços cadastrados num raio de 30 km de Paraíso do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 180 m, com profundidade mediana de 109 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 16,1 m³/h), sobre 89 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (82% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paraíso do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 195 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

109 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
6,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 89 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paraíso do Sul: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta195 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 44peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 33peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paraíso do Sul costumam descer

  • até 50 m 5%9
  • 50 a 100 m 40%77
  • 100 a 150 m 32%63
  • acima de 150 m 23%45

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rosário do Sul 6,5 m³/h 107 m 10658 com teste
Formação Serra Geral 14,9 m³/h 129 m 4213 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 7,6 m³/h 78 m 95 com teste
Aluviões 11,4 m³/h 96 m 32 com teste
Formação Botucatu 7,4 m³/h 102 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Rosário do Sul 5 · Formação Serra Geral 3 · Subgrupo Rio do Rastro 1
  • 50 a 100 m64 poços Formação Rosário do Sul 44 · Formação Serra Geral 8 · Subgrupo Rio do Rastro 7
  • 100 a 150 m54 poços Formação Rosário do Sul 36 · Formação Serra Geral 16 · Aluviões 1
  • acima de 150 m38 poços Formação Rosário do Sul 21 · Formação Serra Geral 15 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paraíso do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paraíso do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.