Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Camaquã - RS: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Camaquã, Rio Grande do Sul.
- aquífero fissural
- complexo granito-gnáissico
- 8poços cadastrados
- 82,9 mprofundidade média
- 72 mprofundidade mediana
- 11,3 mnível estático médio
Como são os poços em Camaquã - RS?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Camaquã - RS. A profundidade média é de 82,9 m e a mediana, 72 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 4.151 dos 23.858 domicílios do município — 17,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 8
- Profundidade média
- 82,9 m
- Profundidade mediana
- 72 m
- Nível estático médio
- 11,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Granito-Gnáissico
- Ante a média do estado
- 32 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
- População (Censo 2022)
- 62.200 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 4.151 (17,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Camaquã, com profundidade média de 82,9 m (mediana de 72 m, variando de 30 m a 158 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 29% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Camaquã é 32 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).
Números do cadastro em Camaquã
| Poços no cadastro nacional | 8 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 82,9 m 8 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 72 m |
| Faixa de profundidade | 30 m a 158 m |
| Nível estático médio | 11,3 m 5 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 34,9 m 5 poços com o dado |
| Vazão específica média | 6,5 m³/h por metro 5 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 60% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Granito-Gnáissico 29% dos registros |
| Uso mais comum | Outros (lazer,etc.) 2 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 4 poços |
| Poços com teste de vazão | 8 de 8 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 3 poços
- Poroso — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços
- Quaternário — 1 poço
- Aluviões — 1 poço
- Depósitos Litorâneos — 1 poço
- Depósitos Flúvio-Lagunares — 1 poço
- Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado — 1 poço
O território e o subsolo de Camaquã
Camaquã tem 62.200 habitantes distribuídos em 1.680,2 km², o que dá 37,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Camaquã, na região intermediária de Porto Alegre.
No Censo 2022, 4.151 dos 23.858 domicílios de Camaquã — 17,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.647 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.986 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Camaquã
Com base em 56 poços cadastrados num raio de 30 km de Camaquã - RS, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 189 m, com profundidade mediana de 98 m. A vazão mediana calculada é de 1,9 m³/h (metade dos poços entre 1,1 m³/h e 8,8 m³/h), sobre 30 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Camaquã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 56 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 30 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Camaquã: 17/100
Confiança: amostra média56 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 7peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Camaquã costumam descer
- até 50 m 29%16
- 50 a 100 m 25%14
- 100 a 150 m 29%16
- acima de 150 m 18%10
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Granito-Gnáissico | 1,3 m³/h | 120 m | 239 com teste |
| Aluviões | 11,4 m³/h | 60 m | 54 com teste |
| Depósitos Litorâneos | 2,1 m³/h | 64 m | 53 com teste |
| Depósitos Flúvio-Lagunares | 10,0 m³/h | 44 m | 55 com teste |
| Quaternário | 26,7 m³/h | 21 m | 31 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m16 poços Complexo Granito-Gnáissico 4 · Depósitos Flúvio-Lagunares 3 · Quaternário 3
- 50 a 100 m11 poços Complexo Granito-Gnáissico 5 · Depósitos Litorâneos 3 · Aluviões 2
- 100 a 150 m11 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Aluviões 1 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
- acima de 150 m6 poços Complexo Granito-Gnáissico 5 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Camaquã?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Camaquã.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Rio Grande do Sul com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.