Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguari - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguari, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 57poços cadastrados
  • 130,1 mprofundidade média
  • 112 mprofundidade mediana
  • 34,6 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguari - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 57 poços em Jaguari - RS. A profundidade média é de 130,1 m e a mediana, 112 m, medida em 56 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 1.080 dos 4.309 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
57
Profundidade média
130,1 m
Profundidade mediana
112 m
Nível estático médio
34,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
15,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
10.579 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.080 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 57 poços em Jaguari, com profundidade média de 130,1 m (mediana de 112 m, variando de 3 m a 366 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguari é 15,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Jaguari

Poços cadastrados em Jaguari - RS
Poços no cadastro nacional57 poços
Profundidade média130,1 m 56 poços com o dado
Profundidade mediana112 m
Faixa de profundidade3 m a 366 m
Nível estático médio34,6 m 46 poços com o dado
Nível dinâmico médio106,2 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 57% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão57 de 57
Distribuição das profundidades em Jaguari 3 m mínimo 112 m mediana 366 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 192 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguari por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 7% 50-100 m 20 · 36% 100-150 m 17 · 30% 150-200 m 6 · 11% acima de 200 m 9 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguari 1 1970 6 1980 14 1990 24 2000 7 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguari. Valores em poços. Abastecimento doméstico 27 · 77% Abastecimento múltiplo 3 · 9% Abastecimento urbano 2 · 6% Sem uso 1 · 3% Abastecimento doméstico/animal 1 · 3% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 24 poços
  • Formação Serra Geral — 21 poços

O território e o subsolo de Jaguari

Jaguari tem 10.579 habitantes distribuídos em 675,3 km², o que dá 15,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 1.080 dos 4.309 domicílios de Jaguari — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.007 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.630 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguari

Com base em 199 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguari - RS, 80% deles foram concluídos entre 49 m e 207 m, com profundidade mediana de 99 m. A vazão mediana calculada é de 6,7 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 9,9 m³/h), sobre 80 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 199 poços no raio, contra 57 poços dentro do município.

99 mprofundidade mediana
6,7 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
7,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 80 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguari: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta199 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 44peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 83peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguari costumam descer

  • até 50 m 11%22
  • 50 a 100 m 41%81
  • 100 a 150 m 24%47
  • acima de 150 m 23%46

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 5,8 m³/h 128 m 8537 com teste
Formação Botucatu 7,5 m³/h 72 m 2910 com teste
Formação Rosário do Sul 13,3 m³/h 80 m 2411 com teste
Formação Piramboia 5,0 m³/h 71 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Formação Serra Geral 7 · Formação Botucatu 6 · Formação Rosário do Sul 4
  • 50 a 100 m61 poços Formação Serra Geral 21 · Formação Botucatu 16 · Formação Rosário do Sul 15
  • 100 a 150 m36 poços Formação Serra Geral 25 · Formação Botucatu 6 · Formação Rosário do Sul 5
  • acima de 150 m33 poços Formação Serra Geral 32 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguari?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguari.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.