Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campina das Missões - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campina das Missões, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 35poços cadastrados
  • 175,3 mprofundidade média
  • 156 mprofundidade mediana
  • 41 mnível estático médio

Como são os poços em Campina das Missões - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Campina das Missões - RS. A profundidade média é de 175,3 m e a mediana, 156 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 41 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 157 dos 2.301 domicílios do município — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
175,3 m
Profundidade mediana
156 m
Nível estático médio
41 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
60,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
5.882 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
157 (6,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Campina das Missões, com profundidade média de 175,3 m (mediana de 156 m, variando de 51 m a 340 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campina das Missões é 60,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Campina das Missões

Poços cadastrados em Campina das Missões - RS
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média175,3 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana156 m
Faixa de profundidade51 m a 340 m
Nível estático médio41 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio109,5 m 26 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Campina das Missões 51 m mínimo 156 m mediana 340 m máximo
Metade dos poços fica entre 144 m e 252 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campina das Missões por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 20% 100-150 m 9 · 26% 150-200 m 9 · 26% acima de 200 m 10 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campina das Missões 2 1950 3 1970 8 1980 5 1990 5 2000 7 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campina das Missões. Valores em poços. Abastecimento urbano 17 · 74% Abastecimento doméstico 5 · 22% Outros (lazer,etc.) 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 34 poços

O território e o subsolo de Campina das Missões

Campina das Missões tem 5.882 habitantes distribuídos em 224,8 km², o que dá 26,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Rosa, na região intermediária de Ijuí.

No Censo 2022, 157 dos 2.301 domicílios de Campina das Missões — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 123 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 37 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Campina das Missões, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campina das Missões

Com base em 196 poços cadastrados num raio de 30 km de Campina das Missões - RS, 80% deles foram concluídos entre 64 m e 240 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 9,4 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 17,0 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campina das Missões se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 196 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
9,4 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
6,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campina das Missões: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta196 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 70peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 44peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campina das Missões costumam descer

  • até 50 m 4%8
  • 50 a 100 m 22%43
  • 100 a 150 m 30%59
  • acima de 150 m 44%86

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Formação Serra Geral 8
  • 50 a 100 m42 poços Formação Serra Geral 41 · Grupo Serra Grande 1
  • 100 a 150 m56 poços Formação Serra Geral 56
  • acima de 150 m78 poços Formação Serra Geral 78

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campina das Missões?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campina das Missões.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.