Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Carazinho - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Carazinho, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 34poços cadastrados
  • 98,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 26,6 mnível estático médio

Como são os poços em Carazinho - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Carazinho - RS. A profundidade média é de 98,7 m e a mediana, 100 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.389 dos 24.216 domicílios do município — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
98,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
26,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
16,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
61.804 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.389 (5,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Carazinho, com profundidade média de 98,7 m (mediana de 100 m, variando de 30 m a 169 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Carazinho é 16,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Carazinho

Poços cadastrados em Carazinho - RS
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média98,7 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade30 m a 169 m
Nível estático médio26,6 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,7 m 25 poços com o dado
Vazão específica média2,8 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 91% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 97% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 10 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Carazinho 30 m mínimo 100 m mediana 169 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Carazinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 12% 50-100 m 14 · 41% 100-150 m 13 · 38% 150-200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Carazinho 2 1950 2 1960 2 1970 10 1980 9 1990 3 2000 5 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Carazinho. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 5 · 29% Abastecimento doméstico 5 · 29% Abastecimento urbano 3 · 18% Abastecimento múltiplo 2 · 12% Abastecimento doméstico/animal 1 · 6% Abastecimento industrial 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 29 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 32 poços
  • Formação Tupanciretã — 1 poço

O território e o subsolo de Carazinho

Carazinho tem 61.804 habitantes distribuídos em 666,7 km², o que dá 92,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Carazinho, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 1.389 dos 24.216 domicílios de Carazinho — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.329 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 729 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Carazinho, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Carazinho

Com base em 224 poços cadastrados num raio de 30 km de Carazinho - RS, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 160 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 17,3 m³/h), sobre 129 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Carazinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 224 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

95 mprofundidade mediana
10,2 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
7,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 129 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Carazinho: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta224 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 75peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Carazinho costumam descer

  • até 50 m 6%12
  • 50 a 100 m 51%108
  • 100 a 150 m 30%64
  • acima de 150 m 13%28

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,2 m³/h 90 m 197117 com teste
Eluvião 13,5 m³/h 144 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Formação Serra Geral 12
  • 50 a 100 m105 poços Formação Serra Geral 104 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m60 poços Formação Serra Geral 57 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 1 · Formação Tupanciretã 1
  • acima de 150 m25 poços Formação Serra Geral 24 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Carazinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Carazinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.