Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maçambará - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maçambará, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 44poços cadastrados
  • 86,9 mprofundidade média
  • 88 mprofundidade mediana
  • 23,2 mnível estático médio

Como são os poços em Maçambará - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 44 poços em Maçambará - RS. A profundidade média é de 86,9 m e a mediana, 88 m, medida em 43 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 666 dos 1.632 domicílios do município — 40,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
44
Profundidade média
86,9 m
Profundidade mediana
88 m
Nível estático médio
23,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
28 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
4.425 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
666 (40,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 44 poços em Maçambará, com profundidade média de 86,9 m (mediana de 88 m, variando de 20 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 91% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maçambará é 28 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Maçambará

Poços cadastrados em Maçambará - RS
Poços no cadastro nacional44 poços
Profundidade média86,9 m 43 poços com o dado
Profundidade mediana88 m
Faixa de profundidade20 m a 300 m
Nível estático médio23,2 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,8 m 15 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 91% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 15 poços
Poços com teste de vazão44 de 44
Distribuição das profundidades em Maçambará 20 m mínimo 88 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 56,6 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maçambará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 14% 50-100 m 25 · 58% 100-150 m 10 · 23% 150-200 m 1 · 2% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maçambará 1 1940 2 1960 3 1970 4 1980 15 1990 15 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maçambará. Valores em poços. Abastecimento doméstico 22 · 69% Abastecimento doméstico/animal 4 · 13% Abastecimento urbano 3 · 9% Abastecimento múltiplo 1 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 36 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 39 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços

O território e o subsolo de Maçambará

Maçambará tem 4.425 habitantes distribuídos em 1.682,8 km², o que dá 2,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Borja, na região intermediária de Uruguaiana.

No Censo 2022, 666 dos 1.632 domicílios de Maçambará — 40,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 661 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 321 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maçambará

Com base em 85 poços cadastrados num raio de 30 km de Maçambará - RS, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 102 m, com profundidade mediana de 55 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 5,0 m³/h), sobre 23 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maçambará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 85 poços no raio, contra 44 poços dentro do município.

55 mprofundidade mediana
3,6 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
3,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 23 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maçambará: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta85 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maçambará costumam descer

  • até 50 m 44%36
  • 50 a 100 m 44%36
  • 100 a 150 m 7%6
  • acima de 150 m 5%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 3,8 m³/h 55 m 5916 com teste
Formação Botucatu 3,6 m³/h 46 m 104 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m31 poços Formação Serra Geral 26 · Formação Botucatu 5
  • 50 a 100 m30 poços Formação Serra Geral 26 · Formação Botucatu 4
  • 100 a 150 m5 poços Formação Serra Geral 5
  • acima de 150 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maçambará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maçambará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.