Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Faxinalzinho - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Faxinalzinho, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 15poços cadastrados
  • 101,5 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 31,6 mnível estático médio

Como são os poços em Faxinalzinho - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Faxinalzinho - RS. A profundidade média é de 101,5 m e a mediana, 100 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 192 dos 1.004 domicílios do município — 19,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
101,5 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
31,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
13,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.520 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
192 (19,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Faxinalzinho, com profundidade média de 101,5 m (mediana de 100 m, variando de 33 m a 165 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Faxinalzinho é 13,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Faxinalzinho

Poços cadastrados em Faxinalzinho - RS
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média101,5 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade33 m a 165 m
Nível estático médio31,6 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio71,5 m 7 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 12 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Faxinalzinho 33 m mínimo 100 m mediana 165 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Faxinalzinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 33% 50-100 m 3 · 20% 100-150 m 4 · 27% 150-200 m 3 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Faxinalzinho 1 1980 12 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Faxinalzinho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 43% Abastecimento urbano 5 · 36% Sem uso 2 · 14% Irrigação 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 15 poços

O território e o subsolo de Faxinalzinho

Faxinalzinho tem 2.520 habitantes distribuídos em 143,3 km², o que dá 17,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Erechim, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 192 dos 1.004 domicílios de Faxinalzinho — 19,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 168 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 280 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Faxinalzinho

Com base em 359 poços cadastrados num raio de 30 km de Faxinalzinho - RS, 80% deles foram concluídos entre 63 m e 204 m, com profundidade mediana de 122 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 16,4 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Faxinalzinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 359 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

122 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
12,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Faxinalzinho: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra alta359 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Faxinalzinho costumam descer

  • até 50 m 6%23
  • 50 a 100 m 30%105
  • 100 a 150 m 32%114
  • acima de 150 m 32%112

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Formação Serra Geral 22
  • 50 a 100 m94 poços Formação Serra Geral 94
  • 100 a 150 m112 poços Formação Serra Geral 112
  • acima de 150 m99 poços Formação Serra Geral 99

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Faxinalzinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Faxinalzinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.