Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José do Ouro - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José do Ouro, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 40poços cadastrados
  • 100,8 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 12,4 mnível estático médio

Como são os poços em São José do Ouro - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em São José do Ouro - RS. A profundidade média é de 100,8 m e a mediana, 90 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 736 dos 2.738 domicílios do município — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
100,8 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
12,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
14,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
6.834 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
736 (26,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em São José do Ouro, com profundidade média de 100,8 m (mediana de 90 m, variando de 26 m a 222 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José do Ouro é 14,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São José do Ouro

Poços cadastrados em São José do Ouro - RS
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média100,8 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade26 m a 222 m
Nível estático médio12,4 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio78,3 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 16 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em São José do Ouro 26 m mínimo 90 m mediana 222 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 123 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José do Ouro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 13% 50-100 m 18 · 45% 100-150 m 13 · 33% 150-200 m 3 · 8% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José do Ouro 1 1960 4 1970 9 1980 16 1990 5 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José do Ouro. Valores em poços. Abastecimento doméstico 24 · 65% Abastecimento urbano 8 · 22% Abastecimento doméstico/animal 3 · 8% Outros (lazer,etc.) 1 · 3% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 38 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 38 poços

O território e o subsolo de São José do Ouro

São José do Ouro tem 6.834 habitantes distribuídos em 335,3 km², o que dá 20,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lagoa Vermelha, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 736 dos 2.738 domicílios de São José do Ouro — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 674 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 610 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José do Ouro

Com base em 338 poços cadastrados num raio de 30 km de São José do Ouro - RS, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 200 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 10,2 m³/h), sobre 125 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José do Ouro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 338 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
12,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 125 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José do Ouro: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta338 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José do Ouro costumam descer

  • até 50 m 10%32
  • 50 a 100 m 35%116
  • 100 a 150 m 34%114
  • acima de 150 m 22%72

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Formação Serra Geral 19
  • 50 a 100 m90 poços Formação Serra Geral 90
  • 100 a 150 m101 poços Formação Serra Geral 101
  • acima de 150 m67 poços Formação Serra Geral 67

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José do Ouro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José do Ouro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.