Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Chiapetta - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Chiapetta, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 132,1 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 32,8 mnível estático médio

Como são os poços em Chiapetta - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Chiapetta - RS. A profundidade média é de 132,1 m e a mediana, 150 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 127 dos 1.523 domicílios do município — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
132,1 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
32,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
17,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.913 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
127 (8,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Chiapetta, com profundidade média de 132,1 m (mediana de 150 m, variando de 55 m a 192 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Chiapetta é 17,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Chiapetta

Poços cadastrados em Chiapetta - RS
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média132,1 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade55 m a 192 m
Nível estático médio32,8 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,8 m 16 poços com o dado
Vazão específica média2,2 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Chiapetta 55 m mínimo 150 m mediana 192 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Chiapetta por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 22% 100-150 m 8 · 44% 150-200 m 6 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Chiapetta 1 1950 2 1970 5 1980 3 1990 4 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Chiapetta. Valores em poços. Abastecimento urbano 7 · 54% Sem uso 2 · 15% Abastecimento doméstico/animal 1 · 8% Abastecimento industrial 1 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 8% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 18 poços

O território e o subsolo de Chiapetta

Chiapetta tem 3.913 habitantes distribuídos em 397,2 km², o que dá 9,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ijuí.

No Censo 2022, 127 dos 1.523 domicílios de Chiapetta — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 123 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 91 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Chiapetta

Com base em 175 poços cadastrados num raio de 30 km de Chiapetta - RS, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 247 m, com profundidade mediana de 135 m. A vazão mediana calculada é de 13,3 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 29,6 m³/h), sobre 99 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Chiapetta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 175 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

135 mprofundidade mediana
13,3 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
6,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 99 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Chiapetta: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta175 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Chiapetta costumam descer

  • até 50 m 3%6
  • 50 a 100 m 28%48
  • 100 a 150 m 31%54
  • acima de 150 m 38%66

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Serra Geral 6
  • 50 a 100 m46 poços Formação Serra Geral 46
  • 100 a 150 m50 poços Formação Serra Geral 50
  • acima de 150 m65 poços Formação Serra Geral 64 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Chiapetta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Chiapetta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.