Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Charqueadas - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Charqueadas, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação irati
  • 8poços cadastrados
  • 77,5 mprofundidade média
  • 66 mprofundidade mediana
  • 9,2 mnível estático médio

Como são os poços em Charqueadas - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Charqueadas - RS. A profundidade média é de 77,5 m e a mediana, 66 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Irati. No Censo 2022, 380 dos 11.998 domicílios do município — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
77,5 m
Profundidade mediana
66 m
Nível estático médio
9,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Irati
Ante a média do estado
37,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
35.012 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
380 (3,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Charqueadas, com profundidade média de 77,5 m (mediana de 66 m, variando de 33 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Irati, presente em 25% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Charqueadas é 37,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Charqueadas

Poços cadastrados em Charqueadas - RS
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média77,5 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana66 m
Faixa de profundidade33 m a 150 m
Nível estático médio9,2 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio29 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Irati 25% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Charqueadas 33 m mínimo 66 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 105 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Charqueadas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 38% 50-100 m 3 · 38% 100-150 m 2 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Charqueadas 4 1990 2 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Charqueadas. Valores em poços. Abastecimento industrial 1 · 33% Abastecimento doméstico 1 · 33% Abastecimento urbano 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Irati — 1 poço
  • Formação Botucatu — 1 poço
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Charqueadas

Charqueadas tem 35.012 habitantes distribuídos em 217,4 km², o que dá 161,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Charqueadas - Triunfo - São Jerônimo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 380 dos 11.998 domicílios de Charqueadas — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 368 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 337 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Charqueadas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Charqueadas

Com base em 181 poços cadastrados num raio de 30 km de Charqueadas - RS, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 205 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 6,9 m³/h), sobre 122 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Charqueadas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 181 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
6,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 122 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Charqueadas: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra alta181 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Charqueadas costumam descer

  • até 50 m 18%33
  • 50 a 100 m 25%45
  • 100 a 150 m 24%43
  • acima de 150 m 33%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 4,2 m³/h 114 m 2822 com teste
Formação Serra Geral 5,4 m³/h 128 m 1710 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 2,6 m³/h 150 m 1610 com teste
Aluviões 4,5 m³/h 60 m 1513 com teste
Formação Rosário do Sul 2,3 m³/h 150 m 1310 com teste
Quaternário 12,8 m³/h 55 m 102 com teste
Formação Rio Bonito 315,0 m³/h 30 m 54 com teste
Formação Piramboia 2,6 m³/h 150 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Quaternário 5 · Aluviões 5 · Complexo Granito-Gnáissico 4
  • 50 a 100 m36 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Aluviões 7 · Quaternário 3
  • 100 a 150 m34 poços Complexo Granito-Gnáissico 6 · Formação Rosário do Sul 6 · Subgrupo Rio do Rastro 5
  • acima de 150 m44 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Formação Serra Geral 7 · Subgrupo Rio do Rastro 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Charqueadas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Charqueadas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.