Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bagé - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bagé, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 198poços cadastrados
  • 76,9 mprofundidade média
  • 77 mprofundidade mediana
  • 9,7 mnível estático médio

Como são os poços em Bagé - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 198 poços em Bagé - RS. A profundidade média é de 76,9 m e a mediana, 77 m, medida em 197 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 966 dos 45.299 domicílios do município — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
198
Profundidade média
76,9 m
Profundidade mediana
77 m
Nível estático médio
9,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
38 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
117.938 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
966 (2,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 198 poços em Bagé, com profundidade média de 76,9 m (mediana de 77 m, variando de 15 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bagé é 38 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Bagé

Poços cadastrados em Bagé - RS
Poços no cadastro nacional198 poços
Profundidade média76,9 m 197 poços com o dado
Profundidade mediana77 m
Faixa de profundidade15 m a 200 m
Nível estático médio9,7 m 172 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,7 m 90 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 77 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 99% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 55 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 68 poços
Poços com teste de vazão198 de 198
Distribuição das profundidades em Bagé 15 m mínimo 77 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bagé por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 51 · 26% 50-100 m 107 · 54% 100-150 m 32 · 16% 150-200 m 7 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bagé 3 1950 5 1960 34 1970 37 1980 68 1990 33 2000 4 2010 10 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bagé. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 55 · 52% Abastecimento urbano 19 · 18% Abastecimento industrial 14 · 13% Outros (lazer,etc.) 11 · 10% Sem uso 4 · 4% Abastecimento doméstico/animal 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 186 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 186 poços
  • Subgrupo Estrada Nova — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formação Rio Bonito — 1 poço
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço

O território e o subsolo de Bagé

Bagé tem 117.938 habitantes distribuídos em 4.090,4 km², o que dá 28,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bagé, na região intermediária de Pelotas.

No Censo 2022, 966 dos 45.299 domicílios de Bagé — 2,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 466 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.128 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Bagé, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bagé

Com base em 241 poços cadastrados num raio de 30 km de Bagé - RS, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 120 m, com profundidade mediana de 77 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 5,3 m³/h), sobre 88 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bagé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 241 poços no raio, contra 198 poços dentro do município.

77 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
8,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 88 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bagé: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta241 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 14peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 73peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bagé costumam descer

  • até 50 m 23%56
  • 50 a 100 m 55%133
  • 100 a 150 m 16%39
  • acima de 150 m 5%12

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,0 m³/h 76 m 18565 com teste
Formação Rio Bonito 3,1 m³/h 63 m 227 com teste
Formação Palermo sem teste 78 m 4
Subgrupo Estrada Nova 1,9 m³/h 102 m 31 com teste
Formação Irati sem teste 100 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m55 poços Complexo Granito-Gnáissico 51 · Formação Rio Bonito 3 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m121 poços Complexo Granito-Gnáissico 98 · Formação Rio Bonito 16 · Formação Palermo 3
  • 100 a 150 m35 poços Complexo Granito-Gnáissico 28 · Subgrupo Estrada Nova 2 · Formação Rio Bonito 2
  • acima de 150 m10 poços Complexo Granito-Gnáissico 8 · Formação Irati 1 · Formação Rio Bonito 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bagé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bagé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.