Rondônia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaru - RO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaru, Rondônia.

  • aquífero fissural
  • quaternário
  • 67poços cadastrados
  • 62,3 mprofundidade média
  • 68 mprofundidade mediana
  • 10,2 mnível estático médio

Como são os poços em Jaru - RO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 67 poços em Jaru - RO. A profundidade média é de 62,3 m e a mediana, 68 m, medida em 48 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Quaternário. No Censo 2022, 9.461 dos 18.947 domicílios do município — 49,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
67
Profundidade média
62,3 m
Profundidade mediana
68 m
Nível estático médio
10,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Quaternário
Ante a média do estado
4,2 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m)
População (Censo 2022)
50.591 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
9.461 (49,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 67 poços em Jaru, com profundidade média de 62,3 m (mediana de 68 m, variando de 4 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Quaternário, presente em 27% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaru é 4,2 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m).

Números do cadastro em Jaru

Poços cadastrados em Jaru - RO
Poços no cadastro nacional67 poços
Profundidade média62,3 m 48 poços com o dado
Profundidade mediana68 m
Faixa de profundidade4 m a 120 m
Nível estático médio10,2 m 40 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,8 m 40 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 39 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 64% dos registros
Rocha predominanteQuaternário 27% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 22 poços
Poços com teste de vazão67 de 67
Distribuição das profundidades em Jaru 4 m mínimo 68 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 26 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaru por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 20 · 42% 50-100 m 19 · 40% 100-150 m 9 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaru 1 1980 2 1990 12 2000 22 2010 11 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaru. Valores em poços. Abastecimento industrial 21 · 64% Abastecimento doméstico 8 · 24% Outros (lazer,etc.) 3 · 9% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Quaternário — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 2 poços
  • Complexo Xingu — 1 poço
  • Formação Solimões — 1 poço

O território e o subsolo de Jaru

Jaru tem 50.591 habitantes distribuídos em 2.944,1 km², o que dá 17,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jaru, na região intermediária de Porto Velho.

No Censo 2022, 9.461 dos 18.947 domicílios de Jaru — 49,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.869 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.941 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Rondônia combina o cristalino do Cráton Amazônico com coberturas sedimentares e aluviões dos afluentes do Madeira. Os aquíferos com nome próprio do estado: embasamento cristalino, coberturas cenozoicas, aluviões. Manto de alteração espesso sobre rocha dura: o trecho superior desmorona e pede revestimento, e a produção vem da fratura abaixo.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaru

Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaru - RO, 80% deles foram concluídos entre 10 m e 110 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 2,8 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaru se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 67 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
2,8 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaru: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta73 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 15peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 83peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaru costumam descer

  • até 50 m 43%21
  • 50 a 100 m 37%18
  • 100 a 150 m 18%9
  • acima de 150 m 2%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Xingu 8,7 m³/h 100 m 43 com teste
Quaternário 3,8 m³/h 45 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Quaternário 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m7 poços Complexo Xingu 4 · Quaternário 2 · Formação Parecis 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaru?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaru.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.