Rondônia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Miguel do Guaporé - RO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Miguel do Guaporé, Rondônia.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 77poços cadastrados
  • 62 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 12,1 mnível estático médio

Como são os poços em São Miguel do Guaporé - RO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 77 poços em São Miguel do Guaporé - RO. A profundidade média é de 62 m e a mediana, 60 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 6.497 dos 7.884 domicílios do município — 82,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
77
Profundidade média
62 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
12,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
3,9 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m)
População (Censo 2022)
21.635 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.497 (82,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 77 poços em São Miguel do Guaporé, com profundidade média de 62 m (mediana de 60 m, variando de 11,5 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Miguel do Guaporé é 3,9 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m).

Números do cadastro em São Miguel do Guaporé

Poços cadastrados em São Miguel do Guaporé - RO
Poços no cadastro nacional77 poços
Profundidade média62 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade11,5 m a 120 m
Nível estático médio12,1 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,4 m 28 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 89% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 18 poços
Poços com teste de vazão77 de 77
Distribuição das profundidades em São Miguel do Guaporé 11,5 m mínimo 60 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Miguel do Guaporé por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 38% 50-100 m 21 · 57% 100-150 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Miguel do Guaporé 6 2000 18 2010 13 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Miguel do Guaporé. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 33% Abastecimento doméstico 10 · 25% Irrigação 6 · 15% Abastecimento urbano 5 · 13% Abastecimento múltiplo 3 · 8% Outros (lazer,etc.) 3 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Quaternário — 7 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços

O território e o subsolo de São Miguel do Guaporé

São Miguel do Guaporé tem 21.635 habitantes distribuídos em 7.460,1 km², o que dá 2,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ji-Paraná.

No Censo 2022, 6.497 dos 7.884 domicílios de São Miguel do Guaporé — 82,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.396 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.702 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Rondônia combina o cristalino do Cráton Amazônico com coberturas sedimentares e aluviões dos afluentes do Madeira. Os aquíferos com nome próprio do estado: embasamento cristalino, coberturas cenozoicas, aluviões. Manto de alteração espesso sobre rocha dura: o trecho superior desmorona e pede revestimento, e a produção vem da fratura abaixo.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Miguel do Guaporé

Com base em 77 poços cadastrados num raio de 30 km de São Miguel do Guaporé - RO, 80% deles foram concluídos entre 15 m e 100 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,5 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 4,2 m³/h), sobre 31 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Miguel do Guaporé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 77 poços no raio, contra 77 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,5 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 31 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Miguel do Guaporé: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta77 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Miguel do Guaporé costumam descer

  • até 50 m 40%16
  • 50 a 100 m 55%22
  • 100 a 150 m 5%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Miguel do Guaporé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Miguel do Guaporé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.