Rondônia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guajará-Mirim - RO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guajará-Mirim, Rondônia.

  • aquífero poroso
  • formação solimões
  • 176poços cadastrados
  • 45 mprofundidade média
  • 42 mprofundidade mediana
  • 9 mnível estático médio

Como são os poços em Guajará-Mirim - RO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 176 poços em Guajará-Mirim - RO. A profundidade média é de 45 m e a mediana, 42 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Solimões. No Censo 2022, 6.520 dos 11.803 domicílios do município — 55,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
176
Profundidade média
45 m
Profundidade mediana
42 m
Nível estático médio
9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Solimões
Ante a média do estado
13,1 m mais raso que a média de Rondônia (58,1 m)
População (Censo 2022)
39.387 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.520 (55,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 176 poços em Guajará-Mirim, com profundidade média de 45 m (mediana de 42 m, variando de 6 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Solimões, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guajará-Mirim é 13,1 m mais raso que a média de Rondônia (58,1 m).

Números do cadastro em Guajará-Mirim

Poços cadastrados em Guajará-Mirim - RO
Poços no cadastro nacional176 poços
Profundidade média45 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana42 m
Faixa de profundidade6 m a 120 m
Nível estático médio9 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio19,2 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Solimões 43% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 14 poços
Poços com teste de vazão176 de 176
Distribuição das profundidades em Guajará-Mirim 6 m mínimo 42 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 19 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guajará-Mirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 22 · 58% 50-100 m 15 · 39% 100-150 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guajará-Mirim 2 1990 7 2000 14 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guajará-Mirim. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 8 · 22% Abastecimento doméstico 8 · 22% Abastecimento industrial 7 · 19% Abastecimento múltiplo 7 · 19% Abastecimento urbano 6 · 16% Sem uso 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Solimões — 6 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Complexo Xingu — 1 poço
  • Suíte Intrusiva Alto Candeias — 1 poço
  • Quaternário — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Guajará-Mirim

Guajará-Mirim tem 39.387 habitantes distribuídos em 24.856,9 km², o que dá 1,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Velho.

No Censo 2022, 6.520 dos 11.803 domicílios de Guajará-Mirim — 55,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.778 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.359 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Rondônia combina o cristalino do Cráton Amazônico com coberturas sedimentares e aluviões dos afluentes do Madeira. Os aquíferos com nome próprio do estado: embasamento cristalino, coberturas cenozoicas, aluviões. Manto de alteração espesso sobre rocha dura: o trecho superior desmorona e pede revestimento, e a produção vem da fratura abaixo.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guajará-Mirim

Com base em 123 poços cadastrados num raio de 30 km de Guajará-Mirim - RO, 80% deles foram concluídos entre 11 m e 60 m, com profundidade mediana de 31 m. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guajará-Mirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 123 poços no raio, contra 176 poços dentro do município.

31 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
4,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 4 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guajará-Mirim: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra baixa123 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 97peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si sem dadopeso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guajará-Mirim costumam descer

  • até 50 m 60%12
  • 50 a 100 m 40%8
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guajará-Mirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guajará-Mirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.