Rondônia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Espigão D'Oeste - RO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Espigão D'Oeste, Rondônia.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 64poços cadastrados
  • 70,9 mprofundidade média
  • 75 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em Espigão D'Oeste - RO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Espigão D'Oeste - RO. A profundidade média é de 70,9 m e a mediana, 75 m, medida em 52 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 4.684 dos 10.470 domicílios do município — 44,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
70,9 m
Profundidade mediana
75 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
12,8 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m)
População (Censo 2022)
29.414 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.684 (44,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Espigão D'Oeste, com profundidade média de 70,9 m (mediana de 75 m, variando de 3 m a 388 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Espigão D'Oeste é 12,8 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m).

Números do cadastro em Espigão D'Oeste

Poços cadastrados em Espigão D'Oeste - RO
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média70,9 m 52 poços com o dado
Profundidade mediana75 m
Faixa de profundidade3 m a 388 m
Nível estático médio10,9 m 37 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,1 m 37 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 34 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 70% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 20 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Espigão D'Oeste 3 m mínimo 75 m mediana 388 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Espigão D'Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 35% 50-100 m 28 · 54% 100-150 m 4 · 8% 150-200 m 1 · 2% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Espigão D'Oeste 1 1990 10 2000 20 2010 20 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Espigão D'Oeste. Valores em poços. Abastecimento industrial 17 · 47% Abastecimento doméstico 12 · 33% Abastecimento urbano 3 · 8% Outros (lazer,etc.) 3 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 7 poços
  • Quaternário — 7 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Complexo Nova Monte Verde — 1 poço

O território e o subsolo de Espigão D'Oeste

Espigão D'Oeste tem 29.414 habitantes distribuídos em 4.518,0 km², o que dá 6,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cacoal, na região intermediária de Ji-Paraná.

No Censo 2022, 4.684 dos 10.470 domicílios de Espigão D'Oeste — 44,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.016 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.977 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Rondônia combina o cristalino do Cráton Amazônico com coberturas sedimentares e aluviões dos afluentes do Madeira. Os aquíferos com nome próprio do estado: embasamento cristalino, coberturas cenozoicas, aluviões. Manto de alteração espesso sobre rocha dura: o trecho superior desmorona e pede revestimento, e a produção vem da fratura abaixo.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Espigão D'Oeste

Com base em 62 poços cadastrados num raio de 30 km de Espigão D'Oeste - RO, 80% deles foram concluídos entre 11 m e 111 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,7 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 32 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Espigão D'Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 62 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
2,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 32 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Espigão D'Oeste: 23/100

23 de 100

Confiança: amostra alta62 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Espigão D'Oeste costumam descer

  • até 50 m 33%16
  • 50 a 100 m 53%26
  • 100 a 150 m 10%5
  • acima de 150 m 4%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Espigão D'Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Espigão D'Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.