Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio do Fogo - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio do Fogo, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 31poços cadastrados
  • 54,1 mprofundidade média
  • 56 mprofundidade mediana
  • 6 mnível estático médio

Como são os poços em Rio do Fogo - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Rio do Fogo - RN. A profundidade média é de 54,1 m e a mediana, 56 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 279 dos 3.128 domicílios do município — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
54,1 m
Profundidade mediana
56 m
Nível estático médio
6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
33,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
10.351 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
279 (8,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Rio do Fogo, com profundidade média de 54,1 m (mediana de 56 m, variando de 12 m a 81 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio do Fogo é 33,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Rio do Fogo

Poços cadastrados em Rio do Fogo - RN
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média54,1 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana56 m
Faixa de profundidade12 m a 81 m
Nível estático médio6 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio13,2 m 2 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Rio do Fogo 12 m mínimo 56 m mediana 81 m máximo
Metade dos poços fica entre 52 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio do Fogo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 23% 50-100 m 17 · 77%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio do Fogo 1 1970 3 1980 3 1990 15 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio do Fogo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 13 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 2 poços

O território e o subsolo de Rio do Fogo

Rio do Fogo tem 10.351 habitantes distribuídos em 151,1 km², o que dá 68,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Natal.

No Censo 2022, 279 dos 3.128 domicílios de Rio do Fogo — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 250 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 223 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio do Fogo

Com base em 275 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio do Fogo - RN, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 81 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 14,9 m³/h (metade dos poços entre 8,0 m³/h e 26,7 m³/h), sobre 49 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio do Fogo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 275 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
14,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
9,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 49 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio do Fogo: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta275 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio do Fogo costumam descer

  • até 50 m 29%61
  • 50 a 100 m 66%140
  • 100 a 150 m 4%9
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Barreiras 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m31 poços Grupo Barreiras 30 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio do Fogo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio do Fogo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.