Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bodó - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bodó, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação serra dos martins
  • 16poços cadastrados
  • 54,1 mprofundidade média
  • 57 mprofundidade mediana
  • 7,4 mnível estático médio

Como são os poços em Bodó - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em Bodó - RN. A profundidade média é de 54,1 m e a mediana, 57 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra dos Martins. No Censo 2022, 10 dos 765 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
54,1 m
Profundidade mediana
57 m
Nível estático médio
7,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra dos Martins
Ante a média do estado
33,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
2.306 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
10 (1,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em Bodó, com profundidade média de 54,1 m (mediana de 57 m, variando de 11,5 m a 131 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra dos Martins, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bodó é 33,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Bodó

Poços cadastrados em Bodó - RN
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média54,1 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana57 m
Faixa de profundidade11,5 m a 131 m
Nível estático médio7,4 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio42 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra dos Martins 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em Bodó 11,5 m mínimo 57 m mediana 131 m máximo
Metade dos poços fica entre 41,7 m e 59,2 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bodó por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 50% 50-100 m 6 · 43% 100-150 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bodó 2 1950 12 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bodó. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 4 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra dos Martins — 2 poços

O território e o subsolo de Bodó

Bodó tem 2.306 habitantes distribuídos em 253,5 km², o que dá 9,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Currais Novos, na região intermediária de Caicó.

No Censo 2022, 10 dos 765 domicílios de Bodó — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 10 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 118 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Bodó, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bodó

Com base em 383 poços cadastrados num raio de 30 km de Bodó - RN, 80% deles foram concluídos entre 27 m e 70 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,1 m³/h (metade dos poços entre 1,3 m³/h e 5,5 m³/h), sobre 23 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bodó se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 383 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,1 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
13,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 23 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bodó: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta383 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 11peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 9peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bodó costumam descer

  • até 50 m 57%112
  • 50 a 100 m 38%74
  • 100 a 150 m 3%5
  • acima de 150 m 3%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra dos Martins 1,6 m³/h 70 m 128 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 4,5 m³/h 45 m 63 com teste
Grupo Barreiras 20,9 m³/h 100 m 44 com teste
Corpo Cristalino 4,4 m³/h 50 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Pré-Cambriano Indiviso 6 · Formação Serra dos Martins 3 · Corpo Cristalino 2
  • 50 a 100 m8 poços Formação Serra dos Martins 5 · Grupo Barreiras 2 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 2 · Formação Serra dos Martins 1 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Serra dos Martins 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bodó?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bodó.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.