Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Riacho de Santana - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Riacho de Santana, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 5poços cadastrados
  • 49,8 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 7 mnível estático médio

Como são os poços em Riacho de Santana - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Riacho de Santana - RN. A profundidade média é de 49,8 m e a mediana, 50 m, medida em 4 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 969 dos 1.439 domicílios do município — 67,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
49,8 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
37,6 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
4.127 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
969 (67,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Riacho de Santana, com profundidade média de 49,8 m (mediana de 50 m, variando de 49 m a 50 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Riacho de Santana é 37,6 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Riacho de Santana

Poços cadastrados em Riacho de Santana - RN
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média49,8 m 4 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade49 m a 50 m
Nível estático médio7 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,2 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/irrig. 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Riacho de Santana 49 m mínimo 50 m mediana 50 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Riacho de Santana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Riacho de Santana 3 1990 1 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Riacho de Santana. Valores em poços. Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de Riacho de Santana

Riacho de Santana tem 4.127 habitantes distribuídos em 128,1 km², o que dá 32,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pau dos Ferros, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 969 dos 1.439 domicílios de Riacho de Santana — 67,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 353 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 951 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Riacho de Santana

Com base em 595 poços cadastrados num raio de 30 km de Riacho de Santana - RN, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 85 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,6 m³/h (metade dos poços entre 0,8 m³/h e 3,8 m³/h), sobre 118 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Riacho de Santana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 595 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,6 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
21,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 118 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Riacho de Santana: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta595 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 5peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 76peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 3peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Riacho de Santana costumam descer

  • até 50 m 59%313
  • 50 a 100 m 39%208
  • 100 a 150 m 2%10
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,2 m³/h 60 m 4431 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 0,9 m³/h 50 m 3914 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,4 m³/h 62 m 2515 com teste
Complexo Migmatito-Granulítico 1,0 m³/h 50 m 74 com teste
Formação Serra dos Martins 2,2 m³/h 38 m 32 com teste
Grupo Apodi sem teste 50 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m76 poços Pré-Cambriano Indiviso 34 · Corpo Cristalino 20 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9
  • 50 a 100 m44 poços Corpo Cristalino 24 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13 · Pré-Cambriano Indiviso 5
  • 100 a 150 m3 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Riacho de Santana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Riacho de Santana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.