Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Natal - RN: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Natal, Rio Grande do Norte.
- aquífero poroso
- grupo barreiras
- 516poços cadastrados
- 103,8 mprofundidade média
- 91 mprofundidade mediana
- 17,5 mnível estático médio
Como são os poços em Natal - RN?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 516 poços em Natal - RN. A profundidade média é de 103,8 m e a mediana, 91 m, medida em 43 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 3.477 dos 270.045 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 516
- Profundidade média
- 103,8 m
- Profundidade mediana
- 91 m
- Nível estático médio
- 17,5 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo Barreiras
- Ante a média do estado
- 16,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
- População (Censo 2022)
- 751.300 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 3.477 (1,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 516 poços em Natal, com profundidade média de 103,8 m (mediana de 91 m, variando de 41 m a 525 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 96% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Natal é 16,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).
Números do cadastro em Natal
| Poços no cadastro nacional | 516 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 103,8 m 43 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 91 m |
| Faixa de profundidade | 41 m a 525 m |
| Nível estático médio | 17,5 m 31 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 26,7 m 28 poços com o dado |
| Vazão específica média | 11,1 m³/h por metro 28 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 96% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Barreiras 96% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 15 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1970 23 poços |
| Poços com teste de vazão | 516 de 516 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 22 poços
- Fissural — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Barreiras — 23 poços
- Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
O território e o subsolo de Natal
Natal tem 751.300 habitantes distribuídos em 167,4 km², o que dá 4.488,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Natal.
No Censo 2022, 3.477 dos 270.045 domicílios de Natal — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.236 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.052 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Natal, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Natal
Com base em 1.572 poços cadastrados num raio de 30 km de Natal - RN, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 84 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 10,3 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 22,6 m³/h), sobre 223 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (92% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Natal se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.572 poços no raio, contra 516 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 223 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Natal: 72/100
Confiança: amostra alta1.572 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 78peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Natal costumam descer
- até 50 m 51%499
- 50 a 100 m 46%446
- 100 a 150 m 2%23
- acima de 150 m 1%7
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Barreiras | 12,0 m³/h | 70 m | 9787 com teste |
| Formação Açu | 9,7 m³/h | 97 m | 32 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m27 poços Grupo Barreiras 26 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
- 50 a 100 m63 poços Grupo Barreiras 58 · Formação Açu 3 · Formação Jandaíra 2
- 100 a 150 m10 poços Grupo Barreiras 10
- acima de 150 m3 poços Grupo Barreiras 3
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Natal?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Natal.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Natal
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Rio Grande do Norte com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.