Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mossoró - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mossoró, Rio Grande do Norte.

  • aquífero carstico
  • formação jandaíra
  • 777poços cadastrados
  • 198,5 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 31,6 mnível estático médio

Como são os poços em Mossoró - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 777 poços em Mossoró - RN. A profundidade média é de 198,5 m e a mediana, 102 m, medida em 759 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,6 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Jandaíra. No Censo 2022, 4.812 dos 92.467 domicílios do município — 5,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
777
Profundidade média
198,5 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
31,6 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Jandaíra
Ante a média do estado
111,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
264.577 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.812 (5,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 777 poços em Mossoró, com profundidade média de 198,5 m (mediana de 102 m, variando de 5 m a 2.218 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Jandaíra, presente em 59% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mossoró é 111,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Mossoró

Poços cadastrados em Mossoró - RN
Poços no cadastro nacional777 poços
Profundidade média198,5 m 759 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade5 m a 2.218 m
Nível estático médio31,6 m 513 poços com o dado
Nível dinâmico médio64,1 m 246 poços com o dado
Vazão específica média6,2 m³/h por metro 232 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 73% dos registros
Rocha predominanteFormação Jandaíra 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 155 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 315 poços
Poços com teste de vazão777 de 777
Distribuição das profundidades em Mossoró 5 m mínimo 102 m mediana 2.218 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mossoró por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 161 · 21% 50-100 m 216 · 28% 100-150 m 203 · 27% 150-200 m 63 · 8% acima de 200 m 116 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mossoró 6 1920 17 1930 12 1940 11 1950 46 1960 108 1970 127 1980 103 1990 315 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mossoró. Valores em poços. Abastecimento urbano 155 · 33% Abastecimento doméstico/animal 87 · 18% Abastecimento doméstico 77 · 16% Doméstico/irrigação/animal 61 · 13% Abastecimento industrial 52 · 11% Irrigação 40 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 212 poços
  • Poroso — 79 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Jandaíra — 257 poços
  • Formação Açu — 121 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 32 poços
  • Juro-Cretáceo — 18 poços
  • Grupo Apodi — 6 poços
  • Cretáceo — 3 poços

O território e o subsolo de Mossoró

Mossoró tem 264.577 habitantes distribuídos em 2.099,3 km², o que dá 126,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mossoró.

No Censo 2022, 4.812 dos 92.467 domicílios de Mossoró — 5,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.355 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.301 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mossoró, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mossoró

Com base em 1.165 poços cadastrados num raio de 30 km de Mossoró - RN, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 554 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 341 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mossoró se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.165 poços no raio, contra 777 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
41,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 341 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mossoró: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta1.165 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mossoró costumam descer

  • até 50 m 18%207
  • 50 a 100 m 35%397
  • 100 a 150 m 28%319
  • acima de 150 m 19%216

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Jandaíra 4,1 m³/h 120 m 281153 com teste
Grupo Barreira Indiviso 14,6 m³/h 728 m 4222 com teste
Formação Açu 31,2 m³/h 802 m 146 com teste
Grupo Apodi 49,0 m³/h 667 m 84 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,5 m³/h 119 m 64 com teste
Grupo Barreiras 4,1 m³/h 75 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Formação Jandaíra 14 · Grupo Apodi 1 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m95 poços Formação Jandaíra 83 · Grupo Barreira Indiviso 7 · Grupo Barreiras 3
  • 100 a 150 m116 poços Formação Jandaíra 110 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Barreira Indiviso 3
  • acima de 150 m128 poços Formação Jandaíra 73 · Grupo Barreira Indiviso 31 · Formação Açu 14

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mossoró?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mossoró.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.