Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Guamaré - RN: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guamaré, Rio Grande do Norte.
- aquífero carstico
- formação jandaíra
- 75poços cadastrados
- 99,9 mprofundidade média
- 73 mprofundidade mediana
- 20,1 mnível estático médio
Como são os poços em Guamaré - RN?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 75 poços em Guamaré - RN. A profundidade média é de 99,9 m e a mediana, 73 m, medida em 75 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Jandaíra. No Censo 2022, 1.538 dos 4.911 domicílios do município — 31,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 75
- Profundidade média
- 99,9 m
- Profundidade mediana
- 73 m
- Nível estático médio
- 20,1 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Formação Jandaíra
- Ante a média do estado
- 12,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
- População (Censo 2022)
- 15.295 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.538 (31,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 75 poços em Guamaré, com profundidade média de 99,9 m (mediana de 73 m, variando de 24,7 m a 1.080 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Jandaíra, presente em 67% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Guamaré é 12,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).
Números do cadastro em Guamaré
| Poços no cadastro nacional | 75 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 99,9 m 75 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 73 m |
| Faixa de profundidade | 24,7 m a 1.080 m |
| Nível estático médio | 20,1 m 44 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 27,7 m 3 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,6 m³/h por metro 3 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 75% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Jandaíra 67% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico/animal 5 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 30 poços |
| Poços com teste de vazão | 75 de 75 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 3 poços
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Formação Jandaíra — 4 poços
- Grupo Barreiras — 1 poço
- Formação Açu — 1 poço
O território e o subsolo de Guamaré
Guamaré tem 15.295 habitantes distribuídos em 258,3 km², o que dá 59,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açu, na região intermediária de Mossoró.
No Censo 2022, 1.538 dos 4.911 domicílios de Guamaré — 31,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.306 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.039 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Guamaré
Com base em 547 poços cadastrados num raio de 30 km de Guamaré - RN, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 120 m, com profundidade mediana de 78 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 83 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (78% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guamaré se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 547 poços no raio, contra 75 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 83 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Guamaré: 44/100
Confiança: amostra alta547 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 74peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Guamaré costumam descer
- até 50 m 23%119
- 50 a 100 m 58%306
- 100 a 150 m 14%74
- acima de 150 m 5%26
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Jandaíra | 6,0 m³/h | 73 m | 7253 com teste |
| Grupo Barreira Indiviso | 3,8 m³/h | 55 m | 105 com teste |
| Grupo Barreiras | 8,2 m³/h | 140 m | 54 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m25 poços Formação Jandaíra 17 · Grupo Barreira Indiviso 5 · Dunas 2
- 50 a 100 m44 poços Formação Jandaíra 39 · Grupo Barreira Indiviso 4 · Formação Açu 1
- 100 a 150 m16 poços Formação Jandaíra 12 · Grupo Barreiras 3 · Grupo Barreira Indiviso 1
- acima de 150 m7 poços Formação Jandaíra 4 · Grupo Barreiras 2 · Formação Açu 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Guamaré?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guamaré.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Guamaré
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Rio Grande do Norte com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.