Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Baraúna - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Baraúna, Rio Grande do Norte.

  • aquífero carstico
  • formação jandaíra
  • 700poços cadastrados
  • 114,1 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 33 mnível estático médio

Como são os poços em Baraúna - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 700 poços em Baraúna - RN. A profundidade média é de 114,1 m e a mediana, 100 m, medida em 692 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Jandaíra. No Censo 2022, 1.683 dos 8.870 domicílios do município — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
700
Profundidade média
114,1 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
33 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Jandaíra
Ante a média do estado
26,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
26.913 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.683 (19%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 700 poços em Baraúna, com profundidade média de 114,1 m (mediana de 100 m, variando de 11 m a 738 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Jandaíra, presente em 76% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Baraúna é 26,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Baraúna

Poços cadastrados em Baraúna - RN
Poços no cadastro nacional700 poços
Profundidade média114,1 m 692 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade11 m a 738 m
Nível estático médio33 m 490 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,9 m 333 poços com o dado
Vazão específica média28,7 m³/h por metro 317 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 84% dos registros
Rocha predominanteFormação Jandaíra 76% dos registros
Uso mais comumIrrigação 356 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 481 poços
Poços com teste de vazão700 de 700
Distribuição das profundidades em Baraúna 11 m mínimo 100 m mediana 738 m máximo
Metade dos poços fica entre 83 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Baraúna por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 20 · 3% 50-100 m 379 · 55% 100-150 m 248 · 36% 150-200 m 26 · 4% acima de 200 m 19 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Baraúna 6 1930 9 1940 3 1950 41 1960 67 1970 26 1980 56 1990 481 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Baraúna. Valores em poços. Irrigação 356 · 60% Abastecimento urbano 107 · 18% Abastecimento doméstico 56 · 9% Doméstico/irrigação/animal 38 · 6% Abastecimento doméstico/animal 20 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 13 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 121 poços
  • Poroso — 23 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Jandaíra — 120 poços
  • Formação Açu — 15 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 14 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Grupo Apodi — 3 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de Baraúna

Baraúna tem 26.913 habitantes distribuídos em 825,7 km², o que dá 32,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mossoró.

No Censo 2022, 1.683 dos 8.870 domicílios de Baraúna — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.456 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.992 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Baraúna

Com base em 1.546 poços cadastrados num raio de 30 km de Baraúna - RN, 80% deles foram concluídos entre 43 m e 160 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 30,0 m³/h (metade dos poços entre 8,1 m³/h e 60,0 m³/h), sobre 646 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Baraúna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.546 poços no raio, contra 700 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
30,0 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
54,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 646 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Baraúna: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta1.546 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Baraúna costumam descer

  • até 50 m 15%209
  • 50 a 100 m 43%615
  • 100 a 150 m 31%446
  • acima de 150 m 11%163

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Jandaíra 5,1 m³/h 114 m 264145 com teste
Grupo Barreira Indiviso 90,1 m³/h 690 m 1711 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,9 m³/h 105 m 1510 com teste
Grupo Apodi 50,0 m³/h 550 m 53 com teste
Grupo Barreiras 22,9 m³/h 257 m 44 com teste
Formação Açu 34,0 m³/h 839 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação Jandaíra 12 · Grupo Apodi 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m99 poços Formação Jandaíra 92 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Grupo Barreiras 1
  • 100 a 150 m122 poços Formação Jandaíra 112 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Grupo Barreira Indiviso 2
  • acima de 150 m74 poços Formação Jandaíra 47 · Grupo Barreira Indiviso 15 · Grupo Apodi 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Baraúna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Baraúna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.