Rio de Janeiro · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Petrópolis - RJ: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Petrópolis, Rio de Janeiro.

  • aquífero fissural
  • complexo paraíba do sul
  • 126poços cadastrados
  • 135,2 mprofundidade média
  • 145 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Petrópolis - RJ?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 126 poços em Petrópolis - RJ. A profundidade média é de 135,2 m e a mediana, 145 m, medida em 86 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 10.792 dos 108.238 domicílios do município — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
126
Profundidade média
135,2 m
Profundidade mediana
145 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Paraíba do Sul
Ante a média do estado
49,8 m mais fundo que a média de Rio de Janeiro (85,4 m)
População (Censo 2022)
278.881 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
10.792 (10%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 126 poços em Petrópolis, com profundidade média de 135,2 m (mediana de 145 m, variando de 8 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Petrópolis é 49,8 m mais fundo que a média de Rio de Janeiro (85,4 m).

Números do cadastro em Petrópolis

Poços cadastrados em Petrópolis - RJ
Poços no cadastro nacional126 poços
Profundidade média135,2 m 86 poços com o dado
Profundidade mediana145 m
Faixa de profundidade8 m a 360 m
Nível estático médio17,5 m 82 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,5 m 82 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 71 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Paraíba do Sul 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 77 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 67 poços
Poços com teste de vazão126 de 126
Distribuição das profundidades em Petrópolis 8 m mínimo 145 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 76 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Petrópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 14% 50-100 m 22 · 26% 100-150 m 18 · 21% 150-200 m 18 · 21% acima de 200 m 16 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Petrópolis 15 1990 4 2000 67 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Petrópolis. Valores em poços. Abastecimento industrial 77 · 79% Abastecimento múltiplo 11 · 11% Abastecimento doméstico 5 · 5% Outros (lazer,etc.) 4 · 4% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Paraíba do Sul — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Petrópolis

Petrópolis tem 278.881 habitantes distribuídos em 791,1 km², o que dá 352,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Petrópolis.

No Censo 2022, 10.792 dos 108.238 domicílios de Petrópolis — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 7.914 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 19.531 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio de Janeiro tem cristalino nas serras e sedimentos cenozoicos nas baixadas e nas planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: aluviões das baixadas, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Nas baixadas, poço raso e poroso, com risco de salinização perto do mar; nas serras, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Petrópolis

Com base em 302 poços cadastrados num raio de 30 km de Petrópolis - RJ, 80% deles foram concluídos entre 19 m e 206 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 4,7 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 116 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Petrópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 302 poços no raio, contra 126 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
4,7 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
10,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 116 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Petrópolis: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta302 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Petrópolis costumam descer

  • até 50 m 21%33
  • 50 a 100 m 31%48
  • 100 a 150 m 24%37
  • acima de 150 m 25%39

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Petrópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Petrópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.