Rio de Janeiro · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Resende - RJ: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Resende, Rio de Janeiro.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 107poços cadastrados
  • 112,6 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 12,6 mnível estático médio

Como são os poços em Resende - RJ?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 107 poços em Resende - RJ. A profundidade média é de 112,6 m e a mediana, 95 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 264 dos 48.207 domicílios do município — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
107
Profundidade média
112,6 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
12,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
27,2 m mais fundo que a média de Rio de Janeiro (85,4 m)
População (Censo 2022)
129.612 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
264 (0,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 107 poços em Resende, com profundidade média de 112,6 m (mediana de 95 m, variando de 16 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Resende é 27,2 m mais fundo que a média de Rio de Janeiro (85,4 m).

Números do cadastro em Resende

Poços cadastrados em Resende - RJ
Poços no cadastro nacional107 poços
Profundidade média112,6 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade16 m a 260 m
Nível estático médio12,6 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio49 m 35 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 34 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 67% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 55 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 16 poços
Poços com teste de vazão107 de 107
Distribuição das profundidades em Resende 16 m mínimo 95 m mediana 260 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Resende por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 16% 50-100 m 15 · 39% 100-150 m 9 · 24% 150-200 m 2 · 5% acima de 200 m 6 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Resende 13 1950 3 1960 6 1970 16 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Resende. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 55 · 76% Abastecimento múltiplo 9 · 13% Abastecimento industrial 5 · 7% Abastecimento doméstico 2 · 3% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Resende

Resende tem 129.612 habitantes distribuídos em 1.099,3 km², o que dá 117,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Resende, na região intermediária de Volta Redonda - Barra Mansa.

No Censo 2022, 264 dos 48.207 domicílios de Resende — 0,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 186 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.648 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Resende, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio de Janeiro tem cristalino nas serras e sedimentos cenozoicos nas baixadas e nas planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: aluviões das baixadas, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Nas baixadas, poço raso e poroso, com risco de salinização perto do mar; nas serras, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Resende

Com base em 171 poços cadastrados num raio de 30 km de Resende - RJ, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 240 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 17,9 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Resende se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 171 poços no raio, contra 107 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
6,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Resende: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta171 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 11peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Resende costumam descer

  • até 50 m 10%8
  • 50 a 100 m 42%34
  • 100 a 150 m 22%18
  • acima de 150 m 26%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Resende?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Resende.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.