Rio de Janeiro · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paty do Alferes - RJ: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paty do Alferes, Rio de Janeiro.

  • aquífero fissural
  • aluviões
  • 9poços cadastrados
  • 65,5 mprofundidade média
  • 77 mprofundidade mediana
  • 4,2 mnível estático médio

Como são os poços em Paty do Alferes - RJ?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Paty do Alferes - RJ. A profundidade média é de 65,5 m e a mediana, 77 m, medida em 2 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 2.602 dos 10.881 domicílios do município — 23,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
65,5 m
Profundidade mediana
77 m
Nível estático médio
4,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
19,9 m mais raso que a média de Rio de Janeiro (85,4 m)
População (Censo 2022)
29.619 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.602 (23,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 9 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Paty do Alferes. A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paty do Alferes é 19,9 m mais raso que a média de Rio de Janeiro (85,4 m).

Números do cadastro em Paty do Alferes

Poços cadastrados em Paty do Alferes - RJ
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média65,5 m 2 poços com o dado
Profundidade mediana77 m
Faixa de profundidade54 m a 77 m
Nível estático médio4,2 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,5 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteAluviões 50% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 1 poço
Poços com teste de vazão9 de 9

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paty do Alferes por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paty do Alferes 1 1990 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paty do Alferes. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 3 · 50% Abastecimento industrial 1 · 17% Abastecimento urbano 1 · 17% Abastecimento múltiplo 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 1 poço
  • Complexo Paraíba do Sul — 1 poço

O território e o subsolo de Paty do Alferes

Paty do Alferes tem 29.619 habitantes distribuídos em 314,3 km², o que dá 94,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Valença, na região intermediária de Volta Redonda - Barra Mansa.

No Censo 2022, 2.602 dos 10.881 domicílios de Paty do Alferes — 23,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 953 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.874 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio de Janeiro tem cristalino nas serras e sedimentos cenozoicos nas baixadas e nas planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: aluviões das baixadas, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Nas baixadas, poço raso e poroso, com risco de salinização perto do mar; nas serras, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paty do Alferes

Com base em 221 poços cadastrados num raio de 30 km de Paty do Alferes - RJ, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 210 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 9,2 m³/h), sobre 86 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paty do Alferes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 221 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
7,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 86 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paty do Alferes: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta221 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paty do Alferes costumam descer

  • até 50 m 14%17
  • 50 a 100 m 35%43
  • 100 a 150 m 23%28
  • acima de 150 m 28%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paty do Alferes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paty do Alferes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.