Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Uraí - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Uraí, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 72poços cadastrados
  • 131,7 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 30,8 mnível estático médio

Como são os poços em Uraí - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 72 poços em Uraí - PR. A profundidade média é de 131,7 m e a mediana, 114 m, medida em 47 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 355 dos 4.041 domicílios do município — 8,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
72
Profundidade média
131,7 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
30,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
8,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
10.406 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
355 (8,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 72 poços em Uraí, com profundidade média de 131,7 m (mediana de 114 m, variando de 57 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 90% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Uraí é 8,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Uraí

Poços cadastrados em Uraí - PR
Poços no cadastro nacional72 poços
Profundidade média131,7 m 47 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade57 m a 300 m
Nível estático médio30,8 m 44 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,4 m 45 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 36 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 55% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 90% dos registros
Uso mais comumIrrigação 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão72 de 72
Distribuição das profundidades em Uraí 57 m mínimo 114 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 154 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Uraí por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 26% 100-150 m 23 · 49% 150-200 m 9 · 19% acima de 200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Uraí 1 1980 8 1990 24 2000 4 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Uraí. Valores em poços. Irrigação 11 · 37% Abastecimento urbano 6 · 20% Abastecimento industrial 6 · 20% Outros (lazer,etc.) 6 · 20% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 7 poços
  • Carstico — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 18 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços

O território e o subsolo de Uraí

Uraí tem 10.406 habitantes distribuídos em 237,8 km², o que dá 43,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cornélio Procópio – Bandeirantes, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 355 dos 4.041 domicílios de Uraí — 8,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 347 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 428 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Uraí

Com base em 493 poços cadastrados num raio de 30 km de Uraí - PR, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 236 m, com profundidade mediana de 118 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 214 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Uraí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 493 poços no raio, contra 72 poços dentro do município.

118 mprofundidade mediana
7,3 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
17,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 214 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Uraí: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta493 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 71peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 26peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 54peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Uraí costumam descer

  • até 50 m 3%9
  • 50 a 100 m 34%104
  • 100 a 150 m 35%107
  • acima de 150 m 28%87

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,0 m³/h 113 m 18160 com teste
Formação Botucatu 544,7 m³/h 979 m 102 com teste
Grupo Itararé sem teste 100 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Formação Serra Geral 8
  • 50 a 100 m46 poços Formação Serra Geral 44 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m47 poços Formação Serra Geral 47
  • acima de 150 m43 poços Formação Serra Geral 36 · Formação Botucatu 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Uraí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Uraí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.